quarta-feira, dezembro 26, 2007

RETROSPECTIVA DO CINEMA BRASILEIRO 2007

Opa!!
Amanhã, dia 27/12, acaba a retrospectiva do Cinesesc, não deixe de conferir, a entrada custa 4 reais a inteira.

A programação:
http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/busca.cfm

Endereço:
rua Augusta, 2075 (próximo a avenida Paulista)

SITE DO GOG

Vale a pena conferir o site do rapper GOG - http://www.gograpnacional.com.br
Você pode conferir vários vídeos e baixar o CD Cartão Postal Bomba - ao vivo - contribuindo com quanto ($) quiser.
Abaixo o videoclipe Cavalo Sem Dono Selvagem.

FOGO NO PAVIO!!!

domingo, dezembro 02, 2007

Dom Quixote de La Perifa

Opa!! E o Cine Becos ganha o prêmio Dom Quixote de La Perifa, o prêmio de 2007 da Cooperifa com uma porrada de gente! Dia 12, anota aí, dia 12 às 20h lá no alto do morro do Chácara - zona sul.
E quem quiser saber mais, acesse: www.colecionadordepedras.blogspot.com

SEMEANDO RELÂMPAGOS

Nesta próxima segunda-feira, dia 03 de dezembro, acontecerá o encerramento da Mostra de Cinema Africano "SEMEANDO RELÂMPAGOS", na Ação Educativa.
Se "núvens negras fazem chover no sertão", venham contribuir com uma "caneca d´água".
com um abraço,
Luciane (Luli)
Programação:
19hs: Re-exibição do documentário Abandonnez-nous ( Deixem-nos!) – um depoimento de Georges Niangoran Bouah, antropólogo da Costa do Marfim e especialista em tradições orais, que aponta as feridas causadas pelo colonialismo e os caminhos a serem seguidos para que a África possa afirmar seu próprio progresso.,

É a Europa que nos atrsa. É a Europa que faz com que nós não avancemos. Desde tempos imemoriais... desde a escravidão até hoje."

19h30: Palestra/ Debate com o sociólogo moçambicano Carlos Subuhana abordando os processos de independência em Africa com enfoque no caso Moçambicano.
Local: Ação Educativa
Rua General Jardim, 660

sexta-feira, novembro 30, 2007

SHOW DO PERIAFRICANIA nesta SEXTA na AÇÃO EDUCATIVA



O conceituado grupo de rap paulistano fará show de encerramento da programação "África" da Ação Educativa, apresentando o repertório de seu mais recente CD com sucessos como Malês, além das novas Política-mente e Ao Mestre com Carinho.

Data: Dia 30 de novembro, Sexta às 19h30.
Local: Ação Educativa - Rua General Jardim, 660 - Vila Buarque
Entrada: 1kg de alimento não perecível que será doado para acampamento do MTST da Vila Calu.

Informações: 3151-2333 ramal 153/166

quarta-feira, novembro 21, 2007

ZUMBI SOMOS NÓS


CINEBECOS APRESENTA:

ZUMBI SOMOS NÓS

O filme é um desdobramento da linguagem da Frente 3 de Fevereiro, grupo que aborda o racismo na sociedade por meio do coletivo interdisciplinar de pesquisa, intervenções artísticas e apresentações audiovisuais, e cria um diálogo afinado entre imagem e som, norteado por 'narradores-personagens-MC's'. Zumbi Somos Nós propõe uma reflexão sobre questões raciais na sociedade brasileira contemporânea e a criação de estratégias artísticas para responder a estas questões, inscrevendo na vida cotidiana novas formas de olhar, pensar e agir.

Além dos integrantes do grupo, participaram do filme os músicos Dinho Nascimento, Dofona, Daniel O Reverendo, Gaspar Z'África Brasil e Cleverson Lee e os intelectuais Vera Mala Malagutti, Lilia Schwarcz, Noel Carvalho, Nicolau Sevcenko, Julita Lemgruber e Frei David. As gravações ocorreram em diversas localidades como estádios de futebol, a festa de abertura da Copa da Alemanha e em bairros neo-nazistas de Berlim.

Local:
Casa Popular de Cultura de M´ Boi Mirim - Rua Inácio Dias da Silva s/n
dia 25/11, domingo - às 19h - grátis

Umoja convida


Ufa, a correria é mil graus mesmo, não para. E quando um fica meio de bode sempre tem um maluco que agita faz um auê.

Nesse final de semana o Umoja se apresentou na Pinacoteca do Estado junto com o Band`doido.

Teve até abará*, enrolado madrugada adentro.

Vixe, quem já viu sabe do que eu to falando!

Agora os inquietos inventaram outra, acredita?

E dessa vez junto com um dos filmes de maior sucesso na Semana de Arte Moderna da Periferia: Dança das Cabaças: Exu no Brasil


grupo umoja homenageia as iabas(orixá femino)



23 de Novembro

na biblioteca belmonte

Será realizada a grande festa Umojá, em comemoração a semana da Consciência Negra.

Confira a programação e venha participar com a família!

18h exbição do filme "Danças das Cabaças" e debate com o diretor." cine becos"

18h40 Cortejo de Maracatu nas Pças Sarah Maluf e Floriano Peixoto

19h20 Ciranda

19h40 Apresentação de Samba "band´doido"

20h10 Apresentação de Maracatu " bloco do beco"

20h40 Apresentação do grupo "Os Mameluco"

21h10 Xire – dança dos Orixás

21h40 Samba Umoja

22h20 as 23h - samba de roda, samba de coco



Durante o evento serviremos o caldo das Iabás (gratutito)

Entrada franca

Biblioteca Belmonte

Cultura Popular

R. Paulo Eiró,525 -Santo Amaro

Telefone: 5687 0408

*Não sabe o que é abará, né? Pergunte pro Umoja:
www.institutoumoja.blogspot.com

domingo, novembro 18, 2007

Participe das Oficinas para o VAI




Desde 2004 a prefeitura de SP banca, através do Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais.projetos culturais elaborados por jovens da periferia. O CineBecos é um deles. O VAI (a sigla do programa) é uma boa oportunidade pra meter as caras, tanto para os que já estão na caminhada, quanto para os inquietos que querem botar o bloco na rua.

A prioridade do edital é para pessoa física e tem um caráter pouco burocrático.

O último edital financiou, no máximo, 18 mil reais para cada projeto. Cento e dois selecionados.


E se você quiser saber mais sobre o VAI, fique atento as oficinas abaixo.
Não mosque!




Coloque suas idéias em prática, valorize seu projeto.

A Ação Educativa oferece, durante dezembro de 2007 e janeiro de 2008 , oficinas para a elaboração de projetos para o VAI - Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais.

Festivais, saraus, cultura indígena ou afro brasileira, intervenções urbanas e publicações de livros, música, dança, cinema e teatro são alguns dos temas financiados pelo programa.

A finalidade das oficinas é capacitar os jovens para a elaboração de projetos - definir orçamento, cronograma, objetivo, ações - para que possam concorrer ao apoio do VAI. No entanto, participar da oficina não é garantia de conseguir o financiamento.

O VAI é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo para apoiar financeiramente atividades artístico-culturais, prioritariamente de jovens, em diversas regiões na cidade anualmente.

Informações

A quem se destina: Jovens entre 18 e 29 anos, de toda a cidade de São Paulo.

Carga horária: 13 horas.

Pré-Inscrições: entre os dias 21 e 28 de novembro pelo e-mail com ficha de inscrição para: cursovai@acaoeducat iva.org ou pelo telefone (11) 3151-2333 - ramal 101 (com Candelária). As inscrições são gratuitas e serão confirmadas nos dias 29 e 30 de novembro.

Vagas limitadas

Quando:

2007: dias 01, 08 e 15 de dezembro

2008: dia 12 de janeiro

Onde:

- Casa Amarela

Praça Floriano Peixoto, 130 - Santo Amaro

Fone 5548 1115

Horário: 10 às 13h

- Casa de Cultura de Interlagos

Rua Padre José Gaizotti, 545 - Cidade Dutra

Fone 5939 3661

Horário: 14 às 17h

- Biblioteca Amadeu Amaral

Rua José Clovis de Castro, s/n - Jardim da Saúde

Fone 5061 3320

Horário: 10 às 13h

- Casa de Cultura do Butantã

Av. Junta Mizumoto, 13 - Jardim Peri-Peri

Fone 3742 6218

Horário: 10 às 13h

- Biblioteca Monteiro Lobato

Rua General Jardim, 485 - Vila Buarque

Fone 3256 4122

Horário: 10 às 13h

- Casa de Cultura da Penha

Largo do Rosário, 20 - 3º andar - Penha

Fone 2296 6172

Horário: 14 às 17h

- Casa de Cultura do Itaim

Rua Barão de Alagoas, 340 - Itaim Paulista

Fone 6963 2742

Horário: 10 às 13h

- Centro Cultural da Juventude

Av Deputado Emilio Carlos, 3641 - Vila Nova Cachoeirinha

Fone 3984 2466/3989 5627

Horário: 14 às 17h

- Biblioteca Brito Broca

Av. Mutinga, 1425 - Pirituba

Fone 3904 1444

Horário: 10 às 13h

sexta-feira, novembro 16, 2007

sarau da Semana

No dia da literatura a Cooperifa estava abarrotada.

quinta-feira, novembro 15, 2007

A Brava cia.

O dia do teatro da Semana e Arte Moderna da Periferia foi fechado com o espetáculo A Brava da da cia. que tem o mesmo nome. A peça de rua é baseada na história da jovem francesa Joana D`arc, líder do exército francês na luta contra a Inglaterra em meados de 1400. A guerreira foi considerada bruxa e queimada pela igreja católica, a mesma igreja a considerou santa em 1920.
A encenação utiliza pirofagia, humor e ironia nas medidas certas. O figurino se mistura com os demais objetos em cena com uma textura que vai de "trapos" a "ferro-velho".
O público que esteve no Centro Cultural Monte Azul no dia 09/11, quase ficou sem mãos de tanto bater palmas.

A Brava venceu!!














































quinta-feira, novembro 08, 2007

LIVRE-SE DA SUA TV POR ALGUMAS HORAS

Durante o dia do cinema na Semana de Arte Moderna da Periferia, convidamos a todos que levem a suas TVs a partir das 14h para uma instalação coletiva relâmpago.

Se não puder levar a TV, faça um desenho, um texto que remeta a esse aparelhinho.

Não se preocupe, não vamos quebrá-la. Apesar de não ser uma má idéia.
Leve e retire na hora que quiser.

A programação começa às 16h.

Essa instalação depende da sua divulgação: boca-a-boca, email, torpedo, orkut,...

CEU Casablanca - Rua João Damasceno - esquina com a Est. de Itapecerica - próximo ao Hospital Campo Limpo

20:30 - Mesa
Tema: O que é a produção audiovisual periférica: Caracteristicas e demandas.

Daniel FagundeS.-NCA, Flávio Galvão-Fabicine, Rogério Pixote-Cine Becos, Vânia Silva-MUCCA, Peu Pereira-Arte na Periferia Produções, Carlos Augusto Calil-Cineasta e atual Secretário de Cultura, Luiz Barata-CMJ Ação Educativa e Christian Saghaard-Associação Cultural Kinoforum

quarta-feira, novembro 07, 2007

IMARGEM

O projeto Imargem e seus agentes marginais responsáveis por trampos como este na beira da represa Guarapiranga, Grajaú, também estão somando na expoxição no Sacolão das Artes que permanecerá durante toda a Semana de Arte Moderna da Periferia.Trampo de Mauro

Saiba mais sobre o Imargem: http://www.fotolog.com/imargem

terça-feira, novembro 06, 2007

O bicho ta pegando!



TERÇA: 06/11 – D A N Ç A
TARDE:14h00 - MOSTRA DE VIDEO
14h30 - PALESTRA / DEBATE
15h30 - WORKSHOP / DANÇAS-intervenções poéticas (em todos os intervalos)
NOITE:18h00 - MARANA CAPOEIRARoda de capoeira: Angola / Regional.
18h30 - FLOR DE LIS (grupo da melhor idade)Coreografia: Dança Indígena
19h30 - PROJETO DIVERSIDANÇA Coreografia: Danças da Peneira (Flor de lis)
20h00 – CIA. SANSACROMA (afro contemporâneo)
20h30 – ESPÍRITO DE ZUMBI (Afro Brasileiro)
Local: CEU CAMPO LIMPOAv. Carlos Lacerda, 678 – Campo Limpo

QUARTA: 07/11 – L I T E R A T U R A
17h00 – DEBATE: “A produção literária na periferia”,Debatedores: Alessandro Buzo – Sacolinha, Elizandra Souza - Antonio Eleilson. Mediação: Sérgio Vaz
Local: CASA POPULAR DE CULTURA M’BOI MIRIM
Av. Inácio Dias da Silva, s/nº - Piraporinha.
20h00 – SARAU DA COOPERIFA
Local: BAR DO ZÉ BATIDÃOR. Bartolomeu dos Santos, 797 – Chácara Santana

QUINTA – 08/11 – C I N E M A
16h00 - Dança das Cabaças - Exu no Brasil - 54´
17h15 - Poeira - 5´O Último da Fila - 10'A Viagem – 12´Paralelo: Espasmos de Realidade - 16'
18h15 - Defina-se - 4´Nhanhoma Paulista - 2'Cosmolho - 3'
19h15 - Onomatomania - 2´2 Meses e 23 Minutos - 23' Panorama: Arte na Periferia - 50´
20h30 – CONVERSA ENTRE CONVIDADOS E PÚBLICO
19h00 – Exibição de vídeos no Terminal Capelinha
Local: CEU CASABLANCA
R. João Damasceno, 85 – Vila das Belezas

SEXTA: 09/11 – T E A T R O
08h30 - Café da manhã e colóquio com coletivos teatrais
11h00 - Band'doido apresenta "... Não é contar piada!”.
14h00 - Cia. Diarte Teatral apresenta "Fragmentos de um poeta"
16h00 - UMOJA apresenta demonstração de processo do espetáculo "Quem me pariu?"
17h30 - Capulanas apresenta performance "Negra Poesia"
18h00 - Ação e Arte apresenta performance com trecho do seu novo espetáculo "X"
19h30 - Brava Companhia apresenta "A BRAVA"
Local: CENTRO CULTURAL MONTE AZUL
Av. Tomás de Souza, 552 – Jardim Monte Azul

SÁBADO: 10/11 – M Ú S I C A
16h00: Show com os grupos: - Trio Porão16h45 - Chapinha do Samba da Vela e Pagode da 27
17h30 - Wesley Noog
18h10 - B Valente
18h55 - Os Mamelucos
19h50 - Banda A
20h40 - Periafricania
21h35 - Preto Soul
11h05 - Versão Popular
Local: CASA POPULAR DE CULTURA M’BOI MIRIM
Av. Inácio Dias da Silva, s/nº - Piraporinha

SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA - SACOLÃO DAS ARTES


Sem criança? Pergunte para o David

SACOLÃO DAS ARTES - SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA



Periafricania

Interatividade

SACOLÃO DAS ARTES

Algumas fotos, daqui a pouco tem mais


Sérgio Vaz e Jair Guilherme abrem a Semana no Sacolão das Artes

Pintura de Vini e Jonato



A Brava

sexta-feira, novembro 02, 2007

Dia 8 de novembro no CEU Casablanca


Um dos filmes em exibição na Semana de Arte Moderna da Periferia na quinta-feira. Clique na figura para ler a sinopse

É Nóis no Le Monde

Salve, salve!
O texto abaixo foi publicado no site do Le Monde Diplomatique Brasil, um dos jornais, que considero, mais importantes do mundo.
http://diplo.uol.com.br/2007-10,a1968

A arte que liberta não pode vir da mão que escraviza
Vem aí Semana de Arte Moderna da Periferia. Iniciativa recupera radicalidade de 1922 e da Tropicália, mas afirma, além disso, Brasil que já não se espelha nas elites, nem aceita ser subalterno a elas. Diplô abre coluna quinzenal sobre cultura periférica

Eleilson Leite
Tomei este título de empréstimo do Manifesto da Antropofagia Periférica, mais uma pedra preciosa do poeta Sergio Vaz. Escrito em prosa poética, este texto, cuja íntegra, reproduzo aqui é uma ode à Periferia e a cultura produzida nas quebradas e cafundós da metrópole paulistana. No ano em que se comemora os 85º aniversário da Semana de Arte Moderna e os 40 anos da Tropicália, é da Periferia que emerge o movimento que melhor representa a tradição antropofágica celebrada em 1922 e 1967. Por isso, prepare-se caro leitor: vem aí a Semana de Arte Moderna da Periferia.

Concebido pela Cooperifa – Cooperativa de Artistas da Periferia, o evento é organizado por mais de 40 grupos de várias partes da Região Metropolitana de São Paulo e promoverá, entre os dias 4 e 10 de novembro, mais de cem atividades, em diversos pontos da Zona Sul da Capital. A abertura será no melhor estilo Fórum Social Mundial. Haverá uma caminhada cultural que partirá da Ponte do Socorro até a Igreja de Piraporinha. No percurso, muita agitação, manifestos e intervenções artísticas.

Durante toda a semana que segue, uma extensa programação dará uma mostra eloqüente da riqueza da produção cultural periférica, cada dia privilegiando uma linguagem artística. Na segunda-feira, artes plásticas; terça, dança; quarta, literatura; quinta, cinema; sexta, teatro e no sábado, música. Serão shows, espetáculos, intervenções, exposições mostras, além de debates, oficinas e palestras. Tudo organizado pelos próprios artistas, coletivamente, num processo participativo tão característico dos movimentos sociais. As reuniões preparatórias chegam a reunir mais de 50 pessoas, lá no Bar do Zé Batidão, palco do famoso Sarau da Cooperifa.

"Pensávamos que não sabíamos ler, agora estamos escrevendo livros"

Essa característica de movimento e a condição social dos artistas que promovem a Semana de Arte Moderna da Periferia é um fator que distingue este evento daqueles liderados por Oswald de Andrade e Caetano Veloso. A Semana de 1922 e a Tropicália defendiam posições estéticas dentro do campo dominante. Eram posturas inovadoras, radicais, mas disputavam com a elite. Agora, Sergio Vaz e os artistas da Periferia vêm à público constranger as elites. Como diz o escritor Alessandro Buzo, "pensavam que não sabíamos ler, agora estamos escrevendo livros". Esses artistas vão defender um espaço no qual sempre estiveram excluídos. Na Periferia se faz cinema, teatro, música, dança, artes plásticas e literatura. O evento vai se constituir num espaço de afirmação dessa cultura.

Afirmar a arte da periferia é em si um ato político.

Os famintos farão seu próprio banquete. E a fome é grande: fome de arte, de amor, de paz , de justiça. "Por uma Periferia que nos une pelo amor, pela dor e pela cor", como diz o Manifesto em seu verso final.

Participe. Na próxima coluna vou apresentar, comentar e dar dicas da programação completa da Semana de Arte Moderna da Periferia.

terça-feira, outubro 30, 2007

Filhos de Olorum - Os Crespos

A cia. Filhos de Olorum - Os Crespos trazem para Taboão da Serra o Ensaio Sobre Carolina

Espaço do Grupo Clariô de Teatro
Rua Santa Luzia, 96 - Taboão da Serra – SP. http://grupoclario.blogspot.com/

sexta-feira, outubro 26, 2007

ENTREVISTA PARA A CONTINUUM

Entrevista na revista Continuum

do Ítaú Cultural...

Por Érica Teruel Guerra

"Eu posso, sou possível." Diante de um bar apinhado de gente, o homem de camiseta verde recita pausadamente os versos que escreveu. Ao término, o som dos aplausos enche o espaço. As palavras de José Neto, autor do poema "Povo", emocionam, por resumirem bem a expectativa dos homens e das mulheres que ali se reúnem. A cena, parte do documentário Panorama - Arte na Periferia, ilustra a mobilização que está transformando a periferia.

No extremo sul da cidade de São Paulo, em um lugar que já foi conhecido como Triângulo da Morte - região de Capão Redondo, Jardim Ângela e Jardim São Luiz -, nasceu um movimento que tem por objetivo preencher o vão existente entre os meios de representação e a periferia. Para a professora de antropologia Rose Satiko, da Universidade de São Paulo, trata-se de uma tentativa de resistência: "Esse movimento é uma resposta, uma tentativa de expressão destes que não se julgam representados". Foi de uma inquietação que surgiu um dos fomentadores desse movimento, o CineBecos, que realiza projeções em becos da região, exibindo desde filmes clássicos até vídeos produzidos ali mesmo, na periferia. O projeto é coordenado por Rogério Pixote, estudante de multimeios, para quem as abordagens da periferia no cinema causavam incômodo. "Elas fizeram com que quiséssemos montar um circuito de exibição, discutir a linguagem do cinema, sua história", conta.

O audiovisual ocupa um papel de destaque nessa mobilização, fomentado muitas vezes por oficinas. Quando elas vão embora, porém, fica a vontade de criar. Assim começou a relação de Peu Pereira e David Vidad com o cinema. Após produzirem curtas em oficinas, eles se juntaram para construir um marco na história das comunidades periféricas, muito distante dos filmes que enfocam a violência da periferia como espetáculo: Panorama - Arte na Periferia (2006-2007), documentário que mergulha na produção artística dessas populações, prestigiando peças teatrais, espetáculos de dança contemporânea, saraus, shows de música. Pereira, que estuda ciências sociais, conta como o filme foi concebido: "A idéia era fazer um levantamento, um documentário a respeito da produção artística e principalmente da motivação do artista". E usar o cinema também teve um objetivo claro. "Ele assume um papel fundamental porque oferece um diálogo muito mais direto com as pessoas, por usar a música, a visão", esclarece Vidad, estudante de filosofia.

Mercado próprio
A qualidade dos trabalhos produzidos pela dupla não significa que não haja dificuldades para realizá-los. Conseguir todos os equipamentos, por exemplo, é muito caro. Mas a dificuldade é positiva no sentido de que abre espaço para uma possível inovação na linguagem do cinema. "Se não temos um trilho, por exemplo, vamos ter de improvisar", opina Pereira, que elogia o programa Valorização das Iniciativas Culturais (VAI), da Prefeitura de São Paulo, que dá apoio financeiro sem burocracia e com total liberdade de criação. Outro momento complicado é o da exibição. Com o acesso às salas de cinema bastante restrito, eles tiveram de buscar uma saída criativa. "Em vez de criar uma dependência do grande mercado, criamos o nosso próprio", conta Vidad. Além de videoteca popular e exibições alternativas, as produções da periferia ganharam espaço no Festival Internacional de Curtas de São Paulo, na seção KinoOikos - Formação do Olhar, que exibe trabalhos realizados em comunidades. A coordenadora do projeto, Moira Toledo, afirma que a sessão foi ampliada desde sua criação, em 2002. "A grande novidade deste ano ficou por conta do lançamento do site KinoOikos, em que disponibilizamos, para visualização e download, boa parte da produção audiovisual exibida desde 2004."

Também retratada pelo documentário Panorama - Arte na Periferia, a companhia de dança Sansacroma surgiu na região de M'Boi Mirim. Dirigido pela coreógrafa Gal Martins, o grupo trabalha com dança e teatro contemporâneos e cultura afro-brasileira em espetáculos como Imagens de um Só-Lano, último trabalho da companhia, que conta a história do poeta pernambucano Solano Trindade. Para Gal, a valorização das origens é essencial para mudar a realidade, marcada pelo preconceito. "A identidade é concebida como possibilidade de compartilhar coletivamente a existência", diz, "e é por meio dela que se constrói a igualdade na diversidade".

A imagem da violência na periferia, cultivada de fora para dentro, tende a ficar em segundo plano: "Não queremos reportar a violência, estamos falando da ebulição artística que está acontecendo e de como esse movimento é transformador", explica Pereira. A crença no poder de modificação social por meio da arte dá ainda mais força a esses produtores culturais, que, comprometidos com suas origens, revelam que a mobilização está apenas começando. Nos blogs dos projetos, é possível ler "Vem aí a Primeira Semana de Arte Moderna da Periferia".

Blogs

Panorama - Arte na Periferia: www.artenaperiferia.blogspot.com
CineBecos: www.becosevielaszs.blogspot.com
Cia. Sansacroma: www.ciasansacroma.blogspot.com

1ª Mostra de Cinema Africano na Ação Educativa


“Semeando Relâmpagos: Riquezas e reveses do continente”
Curadoria: Luciane Ramos
Acervo: Casa das Áfricas
Quantas realidades há em África? A dimensão continental entremeada por 30,34 milhões de km2 entre savanas, florestas tropicais, desertos e cidades turbulentas, surpreendentes - sugere a variedade de culturas e composições sociais. Se plurais são suas paisagens, há que se lembrar que seus contornos políticos e econômicos, apesar de diversos, mesclam problemáticas semelhantes.
A intenção desta mostra, ainda um embrião de horizontes, é trazer um pouco das várias faces africanas através de produções realizadas nos últimos 25 anos – lentes, focos, ângulos, mãos e cabeças fitando realidades e retratando contradições, tirando da sombra experiências e opiniões pouco conhecidas por nós brasileir@s, apesar das espessas raízes ancestrais que nos atravessam.
O cinema africano, nascido em meados dos anos 60 com os movimentos de independência e o fim da colonização oficial, marcado por produções autônomas, chega em passos lentos nas telas brasileiras, assim como nos circuitos comerciais de distribuição no mundo (que se diz globalizado!).
Trazemos uma pequena mirada da pluralidade cultural sem perder de vistas as perspectivas sociais e políticas, reveses e heranças do colonialismo. As produções que aqui exibimos são algumas das muitas formas de representação do continente e suas realidades inquietantes.
Se vivemos tempos de tecer novos caminhos sobre as experiências do continente africano, eis aqui um pequeno passo. É tempo de semear trovões.
Luciane Ramos
Sinopses
29 de outubro – 19hs
· A pequena vendedora do “sol” (Djibril Diop Mambety , Senegal/França, 1998, 43´ )
Título original: La petite vendeuse de soleil
Legendas em português
Nas ruas de Dakar são os meninos que monopolizam a venda de jornais. Sili, garota de 12 anos portadora de deficiência física, decide que também pode ser mercadora de notícias
. No decorrer de suas aventuras, conhece Babou, uma amizade que se afirma perante a rivalidade dos pequenos vendedores de jornais.
· A partida de uma máscara ( Philippe Cassard. Mali/ França, 1995, 30´ )
Título original: L´Envol d´un masque
Legendas em português
Uma máscara deixa sua vila interiorana e ruma para a cidade, confrontando-se com o urbanismo e a confusão da cidade. Movimentando-se da savana ao asfalto revê os valores tradicionais, suas sabedorias e as ironias do progresso.
05 de novembro – 19hs
Moolaadé (Ousmane Sembene, França/ Senegal, 2005, 120´)
Legendas em espanhol
Em muitas sociedades africanas é comum à prática da circuncisão feminina. Num povoado, meninas fogem para escapar do ritual de purificação e encontram mulher que recorre a proteção sagrada de Moolaadé, o que provoca confrontos e pressões na comunidade.
12 de novembro – 19hs
· Fela Kuti – A arma é a musica (Stéphane Tchal-Gadjieff e Jean Jacques Flori , França/ 2002, 53´)
Título original: Fela Kuti – Music is the Weapon
Legendas em português
Documentário sobre a vida turbulenta de Fela Anikulapo Kuti, o criador do afrobeat (gênero musical que funde os ritmos do oeste africano com o jazz norte americano). Referência para muitos músicos e pensadores negros, o “presidente negro”, foi um constante questionador das corrupções políticas, injustiças, desigualdades na Nigéria e colonizações em África. Protagonizando a narrativa, Fela nos leva à República de Kalakuta, uma comuna auto declarada independente, e à notória casa noturna “Shrine”, zona de perigo para o governo nigeriano.
· Deixem-nos! (Marc Garanger, Costa do Marfim/ França, 2001, 26´)
Título original: Abandonnez – nous
Legendas em português
Depoimento de Georges Niangoran, antropólogo e diretor de Centro de pesquisa em Abidjan, que aponta as feridas causadas pelo colonialismo e as urgentes medidas que devem ser tomadas para que a África possa afirmar seu próprio progresso.
19 de novembro – 19hs
· A árvore dos antepassados (Licínio Azevedo, Moçambique, 1994, 50´)
Durante 15 anos de guerra, um milhão e meio de moçambicanos tiveram que se exilar nos países vizinhos, sem tempo inclusive para despedidas rituais aos seus mortos. Em 1984, em mais um deslocamento forçado, um homem é escolhido para levar a família ao Malawi, país fronteiriço com Zâmbia, Tanzânia e Moçambique. Dez anos mais tarde, a família retorna para recomeçar a vida e se reconciliar com os antepassados. O filme é a história do regresso.
· As pitas (Licínio Azevedo, Moçambique, 1994, 50´)
Diante de uma tv, assistindo longas sessões de telenovelas, no interior de Moçambique quatro jovens amigas, partilham problemas comuns como a traição do coração, a corrupção de um professor ou amores que surgem. No cotidiano de sua cidade interiorana, uma delas não hesita em recorrer à magia para seduzir um rapaz. As conseqüências são imprevisíveis.
26 de novembro – 19hs
Palestra de encerramento com o sociólogo moçambicano Carlos Subuhana. USP/Casa das Áfricas