sábado, maio 03, 2008

Hip-Hop é desrespeitado na virada Cultural

Por Elizandra Batista

Texto furtado do site http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=37037
03/05/2008

Mais uma vez, o hip-hop não é tratado com respeito na Virada Cultural. Lendo o Jornal da Tarde do dia 28/04 na seção variedades, vi a seguinte manchete “PM faz revista no palco de hip-hop”. Nessa notícia continha a seguinte declaração do Secretário de Cultura Carlos Augusto Calil: “Criamos condições para que o público de hip-hop, por exemplo, que tem um comportamento diferenciado, possa curtir a festa deles”.


Noite do dia 26 e madrugada de 27 de abril 2008
Desde que soube, onde seria o palco destinado ao hip-hop e a black music fiquei um tanto inquieta. Pois era no local mais afastado das outras atrações da Virada Cultural 4º edição.


Só quando cheguei ao local - Praça Cívica Ulysses Guimarães no Parque Dom Pedro, por volta das 23:40h - que pude confirmar algumas indagações.
Após sair do Terminal Pq. Dom Pedro, comecei a caminhar seguindo uma música bem distante. Passei por um corredor super escuro, cercado de grades, como se estivesse indo para uma armadilha ou um labirinto. Só continuei por verificar que havia um fluxo considerável de pessoas, indo para essa mesma direção.
Entrei em choque, quando vi uma fila de irmãos e irmãs, na sua maioria negros, sendo revistados por um número elevado de policiais militares. Não era permitido entrar com bebidas de qualquer natureza, nem mesmo água.


O local era pouco iluminado, cercado por grades e preenchido por policiais estrategicamente posicionados para agir, com suas viaturas com as portas abertas e faróis acessos. A cavalaria também se fez presente para “capturar um possível fujão que se embrenhasse mata adentro”.



O local foi denominado de “Baile Chique”, um tanto contraditório com o ambiente escolhido para inserir essa atividade. Deve ser uma abreviatura de chiqueiro, ou seja, lugar imundo.



No momento que cheguei próxima do palco, o lendário Pepeu estava cantando suas músicas e o público acompanhando em coro.
A próxima apresentação foi do grupo DMN, que iniciou com a música Racistas Otários do Racionais Mc’s: “(...)Racistas otários nos deixem em paz... Os poderosos são covardes desleais, espancam negros nas ruas por motivos banais. E nossos ancestrais, por igualdade lutaram, se rebelaram, morreram. E hoje o que fazemos? Assistimos a tudo de braços cruzados, até parece que nem somos nós os prejudicados. Enquanto você sossegado foge da questão, eles circulam na rua com uma descrição que é parecida com a sua: cabelo, cor e feição. Será que eles vêem em nós um marginal padrão?...”

Essa letra trazia o desabafo encurralado do público, que a recebeu com as mãos pra cima e cantando junto. Depois o grupo cantou suas próprias composições.
Em seqüência, o DJ Hum assumiu as pick’ups com diversas canções que recordava os grandes bailes black’s.

Por um bom tempo, nenhum grupo subiu e a tão esperada Banda Black Rio atrasou por aproximadamente duas horas.

Se o clima do ambiente no inicio era tenso, se tornou hostil percebia-se uma movimentação e aproximação muito intensa por parte da polícia. Sobe ao palco a Banda Black Rio que cantou algumas músicas. Na metade do show, o vocalista citou que ainda temos censura e ouvi o nome do grupo Racionais Mc’s. Como o som não estava nítido, imaginei que fosse a participação do Brown, mas ninguém entrou no palco e minha frustração cresceu quando a banda encerrou a apresentação.

O público dispersou e saiu da jaulinha dos pretos. Fui aos outros locais, mas nenhum chegava perto da recepção que tivemos, pouco policiamento, som de boa qualidade, bebidas circulando sem limites, o chão asfaltado, etc.
Fiquei um pouco no samba, mas para esperar circulação dos ônibus pra minha



quebrada. Não tive mais vontade de prestigiar um evento que não respeita os meus iguais.

Não é a primeira vez que o hip-hop recebe tratamento inferiorizado em relação aos demais estilos musicais, por parte da organização da Virada Cultural. Freqüento este evento desde 2006, na 2ª edição no qual homenageava os 20 anos de hip-hop na São Bento. Todos os outros gêneros tinham palcos grandes e equipamentos de som com excelente qualidade, para o hip-hop restou uma tenda que era usada como camarim pelos demais e de presente um som de péssima qualidade.



Em 2007, na 3ª edição do evento, só vou acrescentar que quando começou a ter rap no palco na Praça da Sé, a polícia começou a aparecer em grande número, o som ficou ruim e os telões foram desligados. O resto todo mundo está cansado de saber.



O que será que nos espera para a 5ª edição? Continuaremos passivos participando de atividades que não nos contempla e nos marginaliza, assistindo assim mais um capítulo desse preconceito institucionalizado?

Após Virada Cultural, 4ª edição 2008....

Balanço Rap- 105 FM – 27/04/2008
Meu domingo foi melancólico e com sentimentos de revolta, que só aumentou a noite ao ouvir o Balanço Rap. Ice Blue, integrante do grupo Racionais Mc’s relatou que o Ministério Público proibiu a participação de Mano Brown no show da Banda Black Rio. Mas não mencionou a acusação e até o momento não foi falado mais nada a respeito.


Leia também matéria na Revista Fórum: Apartheid: espaço negro é discriminado e vigiado na Virada Cultural, por: Dennis de Oliveira.
Professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, jornalista, doutor em Ciências da Comunicação pela ECA/USP, presidente do Celacc (Centro de Estudos Latino Americanos de Cultura e Comunicação) e membro do Neinb (Núcleo de Estudos Interdisciplinares do Negro Brasileiro).
http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=2764



Elizandra Batista de Souza, 24 anos, poeta, estudante de jornalismo do Mackenzie, redatora da Agenda Cultural da Periferia - Ação Educativa e poeta.

2 MESES E 23 MINUTOS

Mães, cozinheiras e crianças do Acampamento João Cândido (MTST) em Itapecerica da Serra na ocupação que concentrou 4 mil famílias na região metropolitana de São Paulo em apenas 2 meses.

Direção e fotografia: Rogério Pixote e Fábio Ranzani
Produção: Daniela Bortman
Edição: Paulo Caldas
Finalização: 13 Produções
Realizado no primeiro semestre de 2007

A continuação do vídeo pode ser encontrada nos endereços abaixo ou na barra de vídeos a sua direita
Parte 2
http://br.youtube.com/watch?v=pNYWrAiNiAM
Parte 3
http://br.youtube.com/watch?v=HORUhpkQQ8w&feature=related

terça-feira, abril 29, 2008

Dia 9- Forum em Defesa da Vida



Em pauta
Fórum em Defesa da Vida

A próxima plenária do Fórum em Defesa da Vida será dedicada ao tema da segurança.
Venha refletir conosco o que significa segurança; que segurança queremos e como a queremos; que política pública de segurança desejamos para a nossa região e nossa cidade?

Está confirmada a presença do
Paullo Santos Instituto São Paulo Contra a Violência
Está convidado o Secretário de Segurança do Estado de São Paulo
As propostas que resultarem deste seminário serão encaminhadas para o Movimento Nossa São Paulo.
Dia 09 de maio às 9h na Paróquia Santos Mártires.



Rua Luis Baldinato, 9 – Jardim Ângela Contato: 5831.2612 / 5511.9762

sexta-feira, abril 25, 2008

O Panelafro é hoje.

Este mês com extra atenção para nossos parentes INDÍGENAS!!!!! (19 do abril
é Dia do Índio)

Apresentamos:
A Banda USINA REGGAE
O Grupo Rap: De Igual pra Igual
O Grupo FLOR DE LIS com Danças Indigenas e a EXPOSIÇÃO "TODO DIA É DIA DE ÍNDIO"
O Escritor e Líder Comunitário Indigena da Aldeia KRUKUTU, de Tupi GUARANI:
OLIVIO JEKUPE

tem um bate-papo com o público e uma exposição e venda de livros e artesanato Indígena

POETAS DA COOPERIFA

Além das nossas músicas e danças:
Ciranda, Samba de Côco, Maracatu, Roda de Samba, Afoxé, Cangira, Capoeira,
...
a partir das 19:30h na
CASA POPULAR DE CULTURA M'BOI MIRIM
Av. Inácio Dias da Silva s/n°- Piraporinha


Consulte o Blog para mais informações...
http://espiritodezumbi.blogspot.com


ou ligue: 5514 3408 8812 2301 (Alan)

terça-feira, abril 15, 2008

CineBecos. Encontro Com Milton Santos


Opa!!















E no domingo, dia 27/04, o CineBecos exibe o filme Encontro com Milton Santos ou O Mundo Globalizado Visto do Lado de Cá, do diretor Silvio Tendler. O documentário baseado numa entrevista com o geógrafo brasileiro trata da globalização perversa e globalização possível com foco na cultura da periferia como resistência a ditadura da globalização.



Dia 27/04 - 19h - Grátis, na Casa de Cultura de M Boi Mirim - R. Inácio Dias da SIlva s/n.


Veja um pouco do filme

sábado, abril 05, 2008

II FESTA DO CINEMA DE GUERRILHA

Enganchando no Borba. SERRAS DA DESORDEM.

Pensando aqui na estátua do CRIMINOSO Borba Gato, que tá bem ali na entrada de Santo Amaro, dotado de sua escopeta, protegendo bravamente o Banco Itaú, deixo pra vocês a dica de um filme maluco, louco.

É o Serras da Desordem!
Estou apressado e por isso não vou escrever sobre ele por enquanto, merece uma dedicação maior, mas vaí a sinopse braba.




Carapirú é um índio nômade, que escapa de um ataque surpresa de fazendeiros. Durante 10 anos ele perambula sozinho pelas serras do Brasil central, até ser capturado em novembro de 1988, a 2000 km de distância de sua fuga inicial. Levado a Brasília pelo sertanista Sydney Ferreira Possuelo, em uma semana ele se torna manchete por todo país e centro de uma polêmica entre antropólogos e linguistas em relação à sua origem e identidade. Na tentativa de identificar sua origem ele reencontra um filho, com quem retorna ao Maranhão. Porém o que Carapirú encontra ao retornar já não está mais de acordo com sua vida nômade.

Em cartaz no:
http://www.cinebombril.com.br/f_filmes.asp

Não, não. Não está passando no Cinemark

quarta-feira, abril 02, 2008

Atenção, atenção!!Julgamento Popular do Borba Gato


Manoel Borba Gato nasceu em 1649 e foi personagem chave na fundação da Vila de Santo Amaro. Foi um “aventureiro empreendedor” que realizou expedições em busca de pedras preciosas e ouro.

Para alcançar seus objetivos promoveu o trabalho escravo de índios e negros, além de estuprar mulheres negras e índias e de se apropriar de riquezas naturais em benefício próprio e dos colonizadores do Brasil. Assassinou o Administrador Geral das Minas, mas quando encontrou ouro em Minas Gerais pagou seu perdão por ter matado o fidalgo e voltou a ocupar cargos importantes para a coroa colonizadora.

Julgar Borba Gato é um ato de quem não se conforma com o domínio continuado de uma cultura que atende apenas aos interesses de uma classe – a que se orgulha de ser herdeira dessa história ‘quatrocentona’ e que até hoje enfia garganta abaixo de toda uma nação valores culturais que garantem a sua continuidade no poder.

A acusação

Promoção de trabalho escravo e homicídios de negros e índios;

Estupro de mulheres negras e índias;

Roubo de ouro e pedras precisas brasileiras.

O julgamento

No dia oficializado como “Dia do Índio”, artistas, índios, convidados e a população em geral vão discutir estas questões promovendo o Julgamento Popular do Borba Gato.

Não há um veredicto pré-determinado. Um júri popular será formado no local para decidir por sua absolvição ou condenação e pena.

Venha participar desta Guerrilha Cultural, pois é por meio dos valores culturais que podemos atuar em profundidade para a valorização de índios, negros e brancos e do mameluco brasileiro sem deixar ninguém de fora.

Toró de Parpite’

Seja parceiro de uma cultura de re-significação e transformação –
venha colaborar no planejamento da ação,
dia 05 de abril às 11 h em frente a estátua.

Ação: JULGAMENTO POPULAR DO BORBA GATO

Quando: 19 de abril (sábado) às 11h00

Onde: Confluência das avenidas Santo Amaro e Adolfo Pinheiro
– em frente à estátua do Borba Gato

Nunca é tarde para voltar e apanhar aquilo que ficou atrás”. (ditado africano)

contato julgamentopopular@hotmail.com


terça-feira, março 18, 2008

O CORDEL DO CORONEL no Parque Ecológico Guarapiranga

O cordel do coronel é um espetáculo tipicamente nordestino e tem
como ponto de partida a música "Procissão - Gilberto Gil", e para ser
ainda mais característico o espetáculo é contado em prosa e verso como
o próprio estilo da literatura de cordel pede.
A peça viaja em temas importantes como a seca, e tudo que a envolve,
como por exemplo: a migração nordestina, o poderio dos coronéis e a
crença em São José. Afinal reza a crença que se no dia do santo chover
é sinal de que terá chuva durante todo o ano.
E entre uma reza e outra, e um verso e outro, usamos este cenário
como pano de fundo para contar a estória do Coronel Tertuliano,
Carolina sua esposa e Karolina com K sua filha. O final dessa estória
da peste cheia de tramas e embrólios só ficará sabendo quem assistir,
vice?

"O cordel do Coronel" no Parque Ecológico Guarapiranga. Dia 30/03 às 15h
Estrada do Riviera altura do 3. 286
Riviera Paulista.

Entrada franca.

O teatro é pequeno tem apenas 90 lugares, portanto procure chegar com
uma certa antecedência, pois ao esgotar a lotação o pessoal da adm do
parque não permite mais a entrada de ninguém.

quinta-feira, março 13, 2008

Postesia virtual

Favela, Mulher!

Favela, mulher corajosa!
Nem criança, nem idosa
Nas mãos flores e lanças
No olhar constante esperança.
Favela, mulher maravilhosa!
Nem arrogante, nem orgulhosa
Muitas vezes parceira na dança
Outras solitária nas andanças.
Nas escadarias de tua geografia
Correndo feito menina
Seu sorriso espada que desafia.
No coração passou parafina
Abraça o caráter que não desfia
Já a face encharcou de purpurina
Por Elizandra Batista

quarta-feira, março 12, 2008

FESTA UMOJA. A primeira do ano.

A festa Umoja começa o ano em homenagem às mulheres negras com Fabiana Cozza, Duo Abanã, Dj. Maurício Alves, Band`doido, Zinho Trindade, exposições, projeção de filme com o CineBecos e um baita Feijão de Corda.

Muito samba de coco, samba de roda, ciranda, maracatu, MPB, música lírica..., vixe, muita coisa.
Grátis, é só chegar!

Dia 22/03 - 18h

LOCAL: SACOLÃO DAS ARTES
Av. Cândido José Xavier, 577 – Parque Santo Antônio - Zona Sul
FONE: 58192564

Clique no cartaz.

terça-feira, março 11, 2008

Sabadão, 15 de março, FESTA NO BLOCO DO BECO

O Bloco do Beco estará realizando mais uma festa com a finalidade de arrecadar verba para Manutençao do espaço. Contamos com vocês!!!

Venha curtir uma jam session e dançar muito com as presenças de :

Fusalsa


Costela e convidados apresentam: misturas de etnias em diferentes origens

(ritmos Caribenhos)

Band'doido

Com a Roda de Samba Cênica "É brasileiro, já passou de português!".

Umoja

Com cantigas e samba de roda, danças circulares e percussão

Maracatu Zona Sul

Venha passear pelos diversos ritmos do Maracatu com o negro Dido e convidados.

Poesia Samba Soul

Grande presente para os ouvidos, aderindo um estilo de show versátil, reunindo gêneros musicais como samba, soul, samba rock, black e hip-hop.

· Dia 15/03 das 14:00 as 20:00h

· Convite R$ 10,00 com direito ao prato : Baião de Dois

· Cerveja a preço de custo

Rua Salgueiro do Campo, 383 – Jd. Ibirapuera

Fone 5852-5439

Lançamento do documentário FREESTYLE: UM ESTILO DE VIDA, no dia 20/03/08 - quinta-feira

Na Cinemateca Brasileira (Largo Senador Raul Cardoso, 207 - prox. metro vila. Mariana) as 20hs.

--- um filme de Pedro Gomes



Vídeo-documentário que busca desvendar a arte da rima de improviso no universo da cultura hip-hop. Como seus artistas (
dj's e mc's) vivem, suas angústias, seu relacionamento com a musica rap e como almejam uma melhoria de vida. Dentro do rap existe o que se chama freestyle – trata-se de uma rima feita no improviso (algo como o repente), existem disputas para descobrir quem é o melhor rimador de improviso, essas disputas são conhecidas como batalhas de freestyle. E, é exatamente este o tema principal do documentário, as batalhas, seus organizadores e os rimadores.
elenco: Emicida, Kljay, Kamau, Slim Rimografia, Criolo Doido, Dj DanDan, Dj Primo, Max B.O e grande elenco.

Logo abaixo, o vídeo promocional.

sexta-feira, março 07, 2008

07/03 - O dia em que a Estrada de M' Boi Mirim parou

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

POSTESIA VIRTUAL

olá, amigos

Inspirada no projeto idealizado pelo Binho, poeta da região, em que pendura em cada poste das avenidas do bairro do campo limpo, poesias que expressam as reflexões feitas pelos escritores do próprio bairro.
É por isso e com o mesmo intuito que este espaço, também, terá uma abertura para as produções de contos, poemas, manifestos de todos que queiram compartilhar seus escritos conosco. Então nós envie seus escritos..

Primeira Postesias/Portalsia é de Gloria Fuertes, uma poetisa espanhola.


Meninos da Somalia
Eu Como
Tu Comes
Ele Come
Nos Comemos
Vos Comeis
Eles Não
Segunda postesia é de Juliana Santos
Cas(u)al
Amor, mozin preciso te fazer uma pergunta
Diga linda!
Você me ama?
Claro, por que não amaria?
Não sei, mas se me ama me ama quanto?
Como assim quanto?
Não venha desconversando, diga logo o quanto me ama!
Ele pensa rapidamente e responde:
O tamanho do meu amor é bem maior que todo o universo
Ela em seu interior contesta:
Mas que filho da puta, do tamanho do universo pensei que era bem mais. Mas solta risinhos de contente é responde:
Eu também te amo e o meu amor por você é equivalente a aquela dor da unha encravada
Insuportável !!!

sábado, fevereiro 23, 2008

Se chover não vá! Risco de ENCHENTE.

Hospital da Gente
Contos/Cantos: Marcelino Freire, Obras “Angu de Sangue”, “Balé Ralé” e “Contos Negreiros”.
Direção: Mário Pazzini
Elenco: Alaissa Rodrigues, Josy Nonatto, Maira Galvão, Martinha Soares, Natalia Kesper, Naloana Lima e Naruna Costa.


Hospital da gente é um espetáculo marginal, que foi construído a partir dos desconcertantes contos/cantos do escritor brasileiro Marcelino Freire.


Foram escolhidas as mulheres de Marcelino para cantarem seus vexames entre becos e barracos, e bares, e vielas de uma favela, como tantas outras, (quiçá todas), FENIX.
O Grupo Clariô de Teatro criou um espaço cênico para a realização da peça. È uma casa com capacidade para 25 pessoas em um típico bairro de periferia.


Com músicas compostas pelo grupo durante o processo de pesquisa do espetáculo, A peça propõe uma visita, uma parada na linha de tiro, para tentar entender a partir do avesso, o que é a violência!


Aviso do Grupo: Se chover não vá! Risco de ENCHENTE.
Estréia dia 23 de fevereiro de 2008.
Endereço: Rua Santa Luzia,96 – Taboão da Serra (final da Prof. Fco. Morato, próximo ao Extra)
Temporada de 23/02 à 31/08 de 2008.
Lotação: 25
Duração: 1h20


Endereço: Rua Santa Luzia,96 – Taboão da Serra (final da Prof. Fco. Morato, próximo ao Extra)
Sáb: 21h e Dom: 20h
Ingresso: 20,00 (inteira) 10,00 (meia)
Estacionamento em frente ao local.
Reservas: 7651-8619
Classificação: 12 anos

domingo, fevereiro 17, 2008

EDIÇÕES TORÓ LANÇA LIVRO DE SILVIO DIOGO



Salve, povo. Licença.


Pra mais um encontro entre jornadas de trabalho, invenção e vida, Edições Toró vem convidar pro lançamento do livro Desenho do Chão, poesia manuscrita de Silvio Diogo. Na NECESSIDADE de criatividade, as gargantas da mão e os cheiros da vista procurando o ritmado da Poesia e a expressão de perguntas duras como paredes, que insistem em aparecer nas nossas esquinas do sentimento.


Sem marra mas ligeiro com essa auto-marquetage que impregna nas internet minuto a minuto, batelando na cabeça dos eternos virtuais, viciando a pensar que a vida seja uma tela na ponta do nariz: consumindo as horas dos pouco abraçantes, pouco suantes, de sapato com sola sempre nova, coluna torta e pouca ladeira. A substituir as carícias de pele, os vinhos de prosa e os cantos de guerrilha por digitais sempre apressadas e já quadradas, dos atuais apliques na tal “sociedade da informação”.


Nessas, Sílvio Diogo edita um livro feito de passos e te convida pra ler onde quiser. Busca, acerta, erra, viaja, nos brinda sempre com seus ouvidos amigos, presença autêntica que chove em seu trabalho. Solando, descobre poças no infinito e abre teias novas pra umidade mofenta de uns muros nossos, das urgências do hoje. Oferece aos leitores Poesia. Quem fecha o livro retorna com formigas na tramela do peito, ganha uma mirada pessoal de sentir os mistérios da criatividade. Essa que muda e se lapida a cada temporada de teimosia, reconhecendo buracos e lixos, fruteiras, frituras e nervuras do terreno.


As coisas acontecendo diferente do planejado e a gente desenhando nosso chão, aprendendo como nenês a equilibrar nossos passos, curtindo correr... mas vem Chão e também faz desenho da gente. Entre horizontes das manhãs e ciladas das madrugadas, do coração, a precisão do caminho a seguir.

No livro, o sotaque da caligrafia vem acompanhado dos desenhos de Carlos Ávila, ornando com a amarração de barbantes verdes.
Na humilde e na intenção faminta de ser lido, dez conto é o preço pedido nos lançamentos:


DIA 18/02, SEGUNDA-FEIRA
A partir das 21h, no Sarau do Bar do Binho, ponte de sabedorias e traquinages. Ainda na brisa da volta do povo da Expedição Donde Miras. Rua Avelino Lemos Júnior, 60, esquina com a Cel. Souza Ferraz, pertinho do Largo do Campo Limpo. Entre o posto e o caldo de mocotó. Fone: 5844 6521.

DIA 20/02, QUARTA-FEIRA
Às 21h, na Cooperifa. Onde mora o tição, a ciência, o sereno e a gana da Poesia. Rua Bartolomeu dos Santos, 797, Chácara Santana. Fone: 5891 7403.
Edições Toró

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

CANTOS NEGREIROS

Só pra você não esquecer...
Quem já viu essa apresentação sabe muito bem do que se trata, para os que ainda não conhecem basta dizer que na última quase a biblioteca desmorona.
Está de volta à Biblioteca Alceu Amoroso Lima o espetáculo literomusical "Cantos Negreiros". Apresentado com sucesso em 2007, o espetáculo mistura leituras de trechos dos contos de Marcelino Freire com canções afro, interpretadas por Aloísio Menezes, considerado uma das mais belas vozes da MPB. Nos dias 22 e 23 haverá também a participação de Fabiana Cozza, uma das grandes revelações do samba brasileiro.A novidade da temporada é a presença, ao lado de Freire, dos poetas Glauco Mattoso (no dia 15), Daniel Minchoni & Rui Mascarenhas (no dia 16), Sérgio Vaz (no dia 22) e Arruda & Eunice Arruda (no dia 23).
Os poetas e cantores serão acompanhados pelo violão de Marcos Paiva, o cavaquinho de Rodrigo Campos e a percussão de Douglas Alonso e Felipe Roseno.Dias 15, 16, 22 e 23 de fevereiro, às 19h

Biblioteca Temática de Poesia Alceu Amoroso LimaRua Henrique Schaumann, 777 - esquina com rua Cardeal ArcoverdePinheiros São Paulo, SPTel.: 11 3082-5023

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Itaú tem maior lucro da história do sistema bancário brasileiro

O lucro líquido consolidado do banco Itaú em 2007 foi de R$ 8,474 bilhões, um crescimento de 96,66% em relação ao resultado de 2006, quando lucrou R$ 4,309 bilhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira. Com o resultado de hoje, o Itáu supera o Bradesco (que teve em 2007 um lucro de R$ 8,010 bilhões) e estabelece um novo recorde para um banco no país.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u371563.shtml..

O diretor-executivo de controladoria do banco, Silvio de Carvalho, atribuiu o desempenho do período à estratégia da instituição de focar no aumento de empréstimos.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u98765.shtml
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CANALHAS!!

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Nelson Rodrigues no Itaú Cultural

O Itaú Cultural convida a Companhia de Teatro Os Satyros para uma nova encenação da peça Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues. A montagem, que é dirigida por Rodolfo García Vázquez - um dos fundadores da companhia -, conta com a presença da atriz Norma Bengell, que encenou o texto em 1975, inaugurando o Teatro Nelson Rodrigues.

A obra, apresentada pela primeira vez em 1943, é uma tragédia sobre a memória de Alaíde, mulher recém-casada que sofre um acidente e é submetida a uma cirurgia. A história não corre linearmente, mas dividida em três planos: memória, alucinação e realidade. Para essa encenação a companhia propõe uma abordagem contemporânea do texto original ao mesclar os planos e usar recursos tecnológicos.

Vestido de Noiva,de Nelson Rodrigues
direção Rodolfo García Vázquez
sexta 8 a domingo 17 19h30 sala itaú cultural [255 lugares]
Itaú Cultural avenida Paulista 149 [ingresso distribuído com meia hora de antecedência]classificação indicativa: 16 anos
ficha técnica
elenco: Cléo de Paris, Ivam Cabral, Nora Toledo, Alberto Guzik, Silvanah Santos, Phedra D. Córdoba, Laerte Késsimos, Gisa Gutervil, Denis Guimarães, Lara Giordana, Paulo Ribeiro, Renata Novaes, Ricardo Leandro, Thiago Guastelli.
participação especial: Norma Bengell
cenografia: Marcelo Maffeifigurino Silvanah Santos
iluminação: Rodolfo García Vázquez
vídeo: Laerte Késsimos

"...é maracatu, olha o baque sinhô, Umoja chegou!









Pois é...2008, chegamos com tudo !


Novos shows, novo figurino, novos instrumentos, novos rítmos. O povo do Umoja não descansa . Êta cansaço bom ! O cansaço de calejar as mãos de tanto tocar tambor, dos músculos trêmulos de tanto sambar...a voz que não cala nunca, mesmo depois de ensaios diários, por horas a fio .
Isso é Umoja ! Cambada de malucos pela cultura popular brasileira. Malucos, por aprender cada vez mais, e dividir com o mundo o que o Brasil tem de melhor; sua riqueza cultural .
OFICINA DE MARACATU NAÇÃO, a primeira de 2008 .
Um pouco da história do Maracatu Nação, e a origem dos rítimos.Prática dos instrumentos utilizados no Baque Virado . Noções de rítimo e tempo .
Atividade Gratuíta .
Local : Bloco do Beco - Rua Salgueiro do Campo, 383 - Jd.Ibirapuera
Data : 13/02/2008
Horário : 18 às 20hs
Oficineira : Mônica Santos (Percussionista / Arte Educadora)
"Simbora" povo ! O único pré requisito é querer aprender...até lá !

Hospital da Gente. Teatro em Taboão


Hospital da Gente
Contos/Cantos: Marcelino Freire, Obras “Angu de Sangue”, “Balé Ralé” e “Contos Negreiros”.
Direção: Mário Pazzini
Elenco: Alaissa Rodrigues, Josy Nonatto, Maira Galvão, Martinha Soares, Natalia Kesper, Naloana Lima e Naruna Costa.


Hospital da gente é um espetáculo marginal, que foi construído a partir dos desconcertantes contos/cantos do escritor brasileiro Marcelino Freire.


Foram escolhidas as mulheres de Marcelino para cantarem seus vexames entre becos e barracos, e bares, e vielas de uma favela, como tantas outras, (quiçá todas), FENIX.
O Grupo Clariô de Teatro criou um espaço cênico para a realização da peça. È uma casa com capacidade para 25 pessoas em um típico bairro de periferia.


Com músicas compostas pelo grupo durante o processo de pesquisa do espetáculo, A peça propõe uma visita, uma parada na linha de tiro, para tentar entender a partir do avesso, o que é a violência!


Aviso do Grupo: Se chover não vá! Risco de ENCHENTE.
Estréia dia 23 de fevereiro de 2008.
Endereço: Rua Santa Luzia,96 – Taboão da Serra (final da Prof. Fco. Morato, próximo ao Extra)
Temporada de 23/02 à 31/08 de 2008.
Lotação: 25
Duração: 1h20


Endereço: Rua Santa Luzia,96 – Taboão da Serra (final da Prof. Fco. Morato, próximo ao Extra)
Sáb: 21h e Dom: 20h
Ingresso: 20,00 (inteira) 10,00 (meia)
Estacionamento em frente ao local.
Reservas: 7651-8619
Classificação: 12 anos

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

ATRÁS DO TRIO ELÉTRICO SÓ NÃO VAI QUEM JÁ MORREU: A JUVENTUDE NEGRA DA BAHIA


A Cor dessa cidade, sou eu?

Sérgio Vaz

O cantor Baiano Caetano Veloso talvez nem imaginaria que o título da sua música "Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu", de 1969, também seria uma grande profecia a se confirmar no século 21, e por vários motivos. Um deles é que os trios elétricos, criados como alternativas para democratizar o carnaval e torná-lo popular, hoje são dirigidos como grandes empresas, e como toda grande empresa, o cliente tem sempre razão. Ou seja, quem pode pagar se diverte, quem não pode... Para quem não sabe, do outro lado da corda o baculejo é geral. Quem não tem chão, tem que sair do chão, mesmo! Mas a rua não é pública?Outro motivo é que a juventude negra das comunidades periféricas está sendo assassinada indiscriminadamente pela polícia truculenta de Salvador, e como todos sabem, mortos não se divertem, pelo menos por aqui. Os crimes cometidos por esses jovens? São negros, no estado mais africano do país. Se liga meu rei, os súditos estão de olho no castelo.Como eu disse anteriormente, do outro lado da corda, o baculejo é geral, amplo e restrito, e nas vielas das favelas o sangue não escorre nas calçadas, por isso, enquanto os turistas estão com a boquinha na garrafa, o sarrafo come, sem direito a lembrancinha do Senhor do bom fim. "Ó pa i ó!"Pois é, quando a cantora Ivete Sangalo canta que o povo do gueto mandou avisar que vai rolar a festa, acho que ela está falando de uma outra festa e de um outro gueto, a elite branca, que com certeza não é o mesmo povo de Hamilton Borges (reaja ou será morto, reaja ou será morta), Nelson Maka (Blackitude), Vilma Reis, que luta e denuncia icansavelmente o extermínio dos pretos Soteropolitanos, que vivem à margem do futuro, criado pelo passado sujo do tranca-rua do carlismo.Só quem conhece a periferia de Salvador sabe o que é realmente mastigar o chiclete com a banana. Os chicleteiros, quando acaba o carnaval, batem suas asas de águia para suas casas, enquanto o pipoca se estoura de janeiro a janeiro, com a porra daquela corda, que sempre arrebenta do lado mais fraco: "Dendê no cu dos outros é refresco."Mal sabem, que lágrima de mãe quando perde um filho, morto injustamente por quem deveria zelar pela segurança pública do estado, não acaba nunca, é preciso vários Abadás para secarem. E nenhuma eletricidade que ilumina a avenida, vai acender a vela do perdão quando a gente cansar de andar de carro velho.O povo do gueto mandou avisar que quer JUSTIÇA, se não... vai acabar com a festa!Quanto mais Haiti, mais Paris se aproxima.A Cor dessa cidade, sou eu?
Sérgio Vaz
Poeta da periferia
leia mais sobre o tema na revista Carta Capital desta semana (do caralho!)
Leia texto "Bahia: a matança continua" de Vilma Reis no blog do Maka (http://www.gramaticadaira.blogspot.com/)


Texto retirado do blog do autor http://www.colecionadordepedras.blogspot.com/

terça-feira, fevereiro 05, 2008

FÁBRICA DE CRIATIVIDADE ABRE OFICINAS


Arme-se!

Periferias da França se armam de câmeras

Pascale Krémer / Le Monde

Reformulemos os clichês. Na periferia, os jovens não rodam só sobre a cabeça, no estilo hip-hop. Eles também rodam filmes. Médias, curtas, supercurtas metragens de ficção, mas também documentários e reportagens. Vendidos em forma de DVD, e principalmente divulgados de graça em sites da internet, que às vezes parecem verdadeiros canais de TV na Web, em videoblogs ou sites de compartilhamento como Dailymotion... Qualquer que seja a forma e o suporte final, com modos de organização variados (coletivo informal, associação, ateliê de centro cultural municipal), a criação de vídeo ferve nas periferias.

Depois do esporte, da música, da moda, a idéia de que é possível se exprimir, ganhar um reconhecimento social -e por que não?, a vida- graças ao audiovisual toma corpo. Prova disso é a oferta atual de diversos festivais de curta-metragem na França. Como o Regards Jeunes sur la Cité, do Oroleis (estrutura afiliada à Liga do Ensino): 120 curtas sobre os bairros em competição, "porque não podemos receber mais", explicam. "Mas há cada vez mais criações, cuja qualidade melhora a cada ano."

Não é preciso procurar muito para encontrar os principais motivos desse entusiasmo. As ferramentas, câmeras digitais e software de edição se democratizaram, seus preços desabaram e sua utilização foi simplificada ao extremo.

A força da imagem

Outra evidência: os jovens das periferias, como todos os outros, pertencem à geração da imagem, onipresente em seu cotidiano -televisão, videogames, internet, celulares... Ela é sua forma de expressão natural, enquanto a escrita muitas vezes os desanima. É preciso, por exemplo, entender como o coletivo En Attendant Demain [Esperando o amanhã], da periferia de Bordeaux, concebe suas engraçadas minificções: "Nós contamos situações. Improvisamos, os diálogos surgem. Filmamos. Depois transcrevemos. E depois filmamos para valer. Porque se começarmos diretamente pelo texto, isso exclui alguns jovens".

Reconquista de uma linguagem que não é a do ensino tradicional, e da qual eles captaram toda a força. Mas também trabalhos com benefícios terapêuticos para sua própria imagem, afim de contrabalançar a veiculada nas mídias. A campanha presidencial de 2002, em que a temática da insegurança foi tão presente, e sobretudo os tumultos do outono de 2005 e depois 2007, deixaram marcas. Desilusão, desconfiança no melhor dos casos, desprezo muitas vezes, ou mesmo franca hostilidade: os jovens das "cités", que têm a impressão de serem incessantemente estigmatizados, não cultivam em relação à mídia, e principalmente a televisão, os melhores sentimentos. Um deles, hoje autor de reportagens, resume, lapidar e definitivo: "O jornalista é alguém que vai contar idiotices sobre os jovens, que os trai. Como o policial".

Exasperação

Passando para trás da câmera, eles se reapropriam de sua imagem. Por que esperar uma evolução na qual não acreditam mais, quando podem criar suas próprias mídias alternativas? "Depois de 2005, dissemos chega, não deixaríamos mais que falassem da gente daquele jeito, de uma maneira prejudicial, violenta! Que a palavra devia vir de dentro", afirma Ernesto Oña, do coletivo En Attendant Demain. "Sabemos que hoje a imagem é o poder. A grande mídia. Daí a idéia de nos apoderarmos dela, de tomar o controle. É um ato político. Uma espécie de golpe!"

Omar Dawson, 29, brilhante súdito britânico, chegou à "cité" Grande Borne, em Grigny (departamento de Essonne), aos 5 anos. Depois de um diploma de comércio internacional e um ano de experiência profissional na América do Sul, ele envia 200 currículos e recebe uma única oferta, para telemarketing temporário.

"Eu não mandava foto, só meu nome e o endereço, isso dá indícios. Minha motivação para criar o site na Web veio daí. Essa dramatização do problema da insegurança em nossa periferia nos prejudica. É impensável que as pessoas façam carreira levando preconceito a toda uma população! Não negamos os problemas, mas eles não se comparam com o que foi descrito!"

A exasperação diante da mídia tradicional: é o ponto comum de todos esses jovens que se apoderam da câmera. Basta tocar no tema e surge uma chuva de críticas. Os jornalistas trabalham com pressa, não têm tempo de conversar com as pessoas, de pesquisar, não conhecem nada da periferia, só vão lá quando há confusão, servem a interesses comerciais e políticos, só se interessam pelo espetacular que pode confirmar seus preconceitos, os eternos estereótipos sobre a periferia e seus habitantes -um mundo à parte de violência, de delinqüência, de sofrimento, povoado por estupradores, traficantes, ladrões e radicais encapuzados... A ponto de usar atalhos e truques técnicos para obter a imagem e o objetivo esperados.

"Não acreditamos mais na mídia"

Cada um tem sua história, o evento detonador da tomada de poder midiático. O borbulhante Mourad Boudaoud, 21, que sonha ser ator, ou talvez diretor, e atualmente filma temas para o site Regards2banlieue, lembra-se de uma reportagem sobre um traficante em seu bairro. Em segundo plano, via-se um canal. Acontece que não há canais em sua "cité". Sadio Doucouré, uma jovem que trabalha para os Engraineurs, em Pantin (departamento de Seine-Saint-Denis), e coloca como premissa "Não acreditamos mais na mídia", conta que antes das eleições de 2002 uma jornalista da televisão pública veio ao bairro de Courtillières (Pantin).

Bandos rivais acabavam de se enfrentar na Défense (Paris). "Ela estava sob pressão. Veio a Pantin porque é perto de Paris, porque é fotogênico e não há grandes malandros que roubam as câmeras. Ela interrogou alguns garotos na saída do colégio. Evidentemente, eles estavam superanimados. Ela perguntou como eles acertavam suas diferenças. 'Passamos pelo arsenal!', fanfarronou uma menina, para ter certeza de que sairia na TV. A jornalista não insistiu, e à noite, no JT, havia um esconderijo de armas em Courtillières..." Os Engraineurs fizeram disso uma reportagem e um docu-ficção, "Sale réput" [Suja reputação], com a atriz Isabelle Carré.

É "para dominar as imagens que saem" que Sadio faz filmes hoje. "Para mostrar as coisas como são, sem negar a realidade de uma periferia de exilados, precisando de renovação, reservada às pessoas originárias da imigração. Para falar da vida simplesmente. Eu vivo na 'cité'. E não tem nada a ver com o que mostram. O problema é que depois de todas essas reportagens as pessoas têm medo de vir aqui, o que reforça a ruptura entre nós e os outros. E depois, forçosamente, as pessoas acreditam na imagem que divulgam delas. Elas se identificam."

Imagens chocantes

Omar Dawson foi marcado pela passagem pela Grande Borne de uma jornalista de um semanário de grande circulação. "Ela ficou vários meses, foi bem recebida. E no final saíram uma matéria intitulada 'Eu vivi na cidade do medo' e um livro de pura ficção. Muitas pessoas se sentiram traídas. Ela falava de crianças apavoradas que dormiam com uma faca de cozinha na mão. Uma foto em contraluz de um monte de pedras em um estacionamento em reforma se transformou em 'Certas partes de Grigny parecem devastadas pela guerra'!"

Chocado por essa encenação, Omar filma "Grignyfornia", uma comédia de 80 minutos sobre o funcionamento da mídia e seu impacto sobre os jovens da periferia. Ou como dois espertos financiam suas férias em Cuba ("Chega de passeios a Trouville com a prefeitura!") vendendo às televisões as imagens chocantes que elas adoram. Choques e guerras de gangues mais reais que as de verdade, entrevistas fraudulentas de radicais que exigem cursos de pilotagem e treinam os meninos do bairro para se atirar contra muros de patinete...

Sucesso individual

Depois, em dezembro de 2007, em um pequeno lugar emprestado pela prefeitura, com algum dinheiro da mesma e do conselho geral de Essone, Omar Dawson lança Icetream TV, um canal de TV "das culturas urbanas" na internet. "Uma TV de bairros, e não do bairro", explica. "Uma mídia participativa, para que parem de falar do nosso lugar. Quando as pessoas sabem que têm uma possibilidade de se exprimir, a coisa funciona. Um jovem que participou dos tumultos veio nos propor uma idéia de tema: como e por que começam os tumultos!"

Mourad Lakehal, sócio de Omar nessa aventura, apresentador cômico estreando na Icetream TV, sonha em "dessimplificar as coisas". "Sinceramente, não é o país dos sonhos, mas gosto muito de Grigny. Eu vejo todo um potencial, a riqueza das pessoas."

Destin Ndza também os vê, ele que produz reportagens para a Regards2banlieue. "Mudar a periferia, não vamos conseguir falando só de carros em chamas. Nesses bairros há uma energia que precisamos ecoar." Então descobrimos em todos esses sites uma série de iniciativas associativas ou empresariais felizes. Uma solidariedade entre os moradores.

Belos casos de sucesso individual. Uma verdadeira criatividade artística entre os jovens. Em suma, tantos temas positivos que, sob o fogo da crítica, as próprias mídias clássicas começam a propor. Mas o que marca nessa produção de vídeo que deveria restabelecer uma espécie de verdade sobre a periferia é o humor, o formidável sentido de autozombaria com o qual são tratadas as questões, aliás onipresentes, da discriminação e da exclusão social.

Os jovens não se apresentam obrigatoriamente como vítimas da sociedade. A autocrítica domina. "O humor é o fundo do desespero. Rimos de nossas próprias tristezas porque se não rirmos enlouquecemos. É kafkiana a vida na periferia, é de enlouquecer! E depois é melhor fazer os outros rirem do que culpá-los, isso os toca mais: já os faz entrar em nosso universo. De repente, temos algo em comum", entusiasma-se um dos fundadores do coletivo En Attendant Demain, que produz pequenos quadros cômicos da vida no bairro -onde os jovens aparecem sob uma luz pouco lisonjeira mas terrivelmente humana.

Humor e ironia

Rimos francamente desde o início desse documentário (De la Cité à la Campagne) de CitéArt, associação de Vigneux-sur-Seine (Essonne), quando os jovens instalados em um carro para ir filmar no interior percebem de repente que nenhum deles tem carteira de motorista. Ou diante do videoblog dos Shaolyn Gen-Zu (no site www.vsd.fr). Esses cinco "rappers" de Clichy-Montfermeil (Seine-Saint-Denis) se filmam em suas cansativas tribulações cotidianas para divulgar seu disco: seus atrasos patológicos ("Que horas são? Mas que horas são?", um deles se enerva, no escuro, fechado em um armário por seus colegas exasperados por tê-lo esperado demais).

A venda do CD sobre caixotes no mercado. A turnê pelas Fnac da França para colocar seu disco ("Todas as Fnac nos dizem para procurar outra Fnac. Mas, bom, a gente não sossega!"). Seu show na Festa do l'Humanité, na entrada da qual eles não conseguem convencer ninguém de que são artistas esperados. E onde se pode almoçar um menu de ostras e lagostim. "32 euros! 32 euros por camarões?"

Cúmulo da ironia: a televisão, que involuntariamente provocou todas essas novas vocações, começa a se interessar de perto por essa produção. Recentemente, a TF1 anunciou a intenção de procurar na periferia jovens roteiristas e diretores de talento. O Canal+ localizou a equipe do En Attendant Demain e encomendou três ficções de 26 minutos, que transmitirá em junho. Um belo começo de revanche para a periferia.

Fonte: Le Monde
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves / UOl Mídia Global

sexta-feira, janeiro 25, 2008

CARNAVAL DO BLOCO

Antecipando o carnaval, o Bloco do Beco bota seu cortejo na rua amanhã, dia 26 na zona sul de São Paulo.
A partir das 14h na rua Salgueiro do Campo, 383 - Jardim Ibirapuera.
É só chegar.

terça-feira, janeiro 22, 2008

NA NET! ENTREVISTA COM GOG

Em entrevista concedida em 2007, o rapper brasiliense fala sobre a relação do hip hop com movimento sociais, polícia e cotas para negros em universidades públicas.
Dê uma olhada.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

quinta-feira, janeiro 17, 2008

FUTEBOL ELETRÔNICO

CASA DAS ÁFRICAS

Opa!

Agradecimentos a Luli Silva que fez a ponte para que a Casa das Áfricas disponibilizasse um ótimo acrevo de clássicos do cinema para o CineBecos a ao Renato Cândido que fez o trasporte do material.

Clique na imagem para ver a mostra de cinema da Casa.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

"Quem não for tá ferrado!"

É hoje, dia 16, o primeiro sarau da Cooperifa nesse ano.

Mais informações:
www.colecionadordepedras.blogspot.com

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Lançamento do livro Punga

Opa!
Aí vai o vídeo jornal do CineBecos sobre o lançamento do livro Punga, de Elizandra Souza e Akins Kinté pela maravilhosa Edições Toró com apresentação de Denegri, Débora Marçal e Priscila Preta, Amandla, Duo Abanã, muita gente.

A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ TELEVISIONADA

Salve!
É no ritmo da postagem abaixo que mando um trecho do documentário A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ TELEVISIONADA de Kim Bartley e Donnacha O'Briain sobre o golpe midiático contra o presidente venezuelano Hugo Chávez.

RODRIGO VIANNA: TV DA VENEZUELA É MAIS PLURAL QUE A DO BRASIL

Essa vem do blog Conversa Afiada do jornalista Paulo Henrique Amorim

O repórter especial da TV Record, Rodrigo Vianna, fez uma série de reportagens para o Jornal da Record na Venezuela, durante o referendo sobre a emenda constitucional proposta por Hugo Chávez e que previa a reeleição ilimitada. As quatro reportagens foram veiculadas pelo Jornal da Record entre o final de dezembro e o início deste mês.

Rodrigo Vianna disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta terça-feira, dia 09, que a TV venezuelana é mais plural do que a TV brasileira.

Segundo Vianna, há dois blocos de TVs: um bloco das TVs privadas, de oposição a Chávez e outro bloco de TVs estatais, que apóiam o Presidente da Venezuela.

"Existe na mídia venezuelana dois campos muito bem demarcados. De um lado você tem TVs privadas, especialmente a Globovisión e o que sobrou da RCTV, são as duas TVs privadas que batem, mas batem o tempo todo, não se ouve o Governo, é pancada o tempo todo no Governo do Hugo Chávez. E de outro lado tem as estatais", disse Vianna.

Segundo Vianna, as TVs estatais são três: Venezoelana de Televisión (VTV), a TVES, que ocupou o sinal da antiga RCTV e a Vive TV, que tem uma programação mais cultural.

Rodrigo Vianna disse que a VTV não é maior do que as comerciais, mas, ao contrário do que ocorre no Brasil, essa emissora estatal briga pelo segundo e terceiro lugar na disputa pela audiência. "Ela funciona como um contraponto na Venezuela, realmente... Quem bate muito é a Globovisión, que curiosamente tem esse mesmo nome", disse Vianna.

Vianna disse que os dois blocos de TVs "não se comunicam". Ou seja, quando critica o Governo, as TVs de oposição não dão espaço ao Governo. E quando as TVs estatais defendem o Governo, não dão espaço para a oposição.

Segundo Vianna, o espectador venezuelano fica melhor informado que o brasileiro, porque pode ter acesso às duas versões diferentes.

Leia a íntegra da entrevista com Rodrigo Vianna:

http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/473001-473500/473128/473128_1.html

domingo, janeiro 13, 2008

Diretamente do local em que a cada centímetro existe um bar e uma igreja evangélica.

ALESSANDRO BUZO. VIRADO NO SARUÊ/MILTON SANTOS/SURPLUS

O escritor Alessandro Buzo tá virado no saruê mesmo. O maluco não pára, agora agente pode acessar várias entrevistas feitas pelo nosso amigo multimidiático.
Deixo aqui uma lista com os entrevistados e os respectivos blogs para você conferir.

1 - Toni C no Buzo Entrevista
2 - Paulo Lins no Buzo Entrevista e Suburbano Convicto
3 - Dudu de Morro Agudo no Suburbano Convicto
4 - Grupo "Inquerito" no Buzo Entrevista
5 - Escritor Fernando Bonassi no Literatura Periférica.
6 - Grupo "Herdeiros na Missão" no Buzo Entrevista
7 - Graffiteiro BONGA no Buzo Entrevista
8 - Poeta Rodrigo Ciriaco no Literatura Periférica
9 - Poeta Sérgio Vaz no Suburbano Convicto
10- Escritor Sacolinha no Suburbano Convicto
11- Escritor Michel da Silva no Literatura Periférica.
12- DJ PASTOR ANDERSON HIP HOP no Buzo Entrevista
13- Rapper e Militante TERNO no Buzo Entrevista.
14- Grupo "AO CUBO" no Suburbano Convicto
15- Escritor Róbson Canto no Literatura Periférica.
16- Escritor e dono de Sebo Jonilson Montalvão no Literatura Periférica.
17- Rapper Hannah Lima no Buzo ENtrevista
18- Escritor Marcelino Freire no Suburbano Convicto.

Pensando no querido Buzo e todo o seu corre no mundo virtual, mando de lambuja o trailer do filme Entrevista com Milton Santos: O mundo globalizado visto do lado de cá, do Silvio Tendler. Acabou de sair do cinema.


E laiá! o filme com o geógrafo Milton Santos me fez lembrar de outro que já foi exibido no CineBecos, o Surplus. O documentário é uma obra prima que discute a globalização e o consumismo. Muito louco!


sexta-feira, janeiro 11, 2008

O delinqüente Bush

















Foi engraçado, diz aê!

Ver a cara do porta voz do delinqüente presidente dos EUA relutar em agradecer a Hugo Chávez pela bem sucedida negociação com as FARC.

Por aí vai

To de férias da faculdade, maravilha. Época de ler coisas diferentes, tirar as papeladas do guarda roupas e... lembrei de uma coisa!

Ainda durante as aulas saia com minha cota da bilioteca, no corre contra o prejuízo histórico. Trombo um ser do segundo ano da graduação afoito, me pergunta como é que se acha um livro, o que precisa para tirar a carteirinha.

FILHO DA PUTA!!!

A PUC botando pr fora uma pá de amigos meus que deram o sangue pra tá lá e o desgraçado, inútil, vizinho da universidade não sabe o que fazer quando entra na biblioteca.

interpretei como ponto pra nós, foi o jeito que encontrei para não xingá-lo.
Por aí vai!

CANTOS NEGREIROS

Quem já viu essa apresentação sabe muito bem do que se trata, para os que ainda não conhecem basta dizer que na última quase a biblioteca desmorona.

Está de volta à Biblioteca Alceu Amoroso Lima o espetáculo literomusical "Cantos Negreiros". Apresentado com sucesso em 2007, o espetáculo mistura leituras de trechos dos contos de Marcelino Freire com canções afro, interpretadas por Aloísio Menezes, considerado uma das mais belas vozes da MPB. Nos dias 22 e 23 haverá também a participação de Fabiana Cozza, uma das grandes revelações do samba brasileiro.
A novidade da temporada é a presença, ao lado de Freire, dos poetas Glauco Mattoso (no dia 15), Daniel Minchoni & Rui Mascarenhas (no dia 16), Sérgio Vaz (no dia 22) e Arruda & Eunice Arruda (no dia 23).
Os poetas e cantores serão acompanhados pelo violão de Marcos Paiva, o cavaquinho de Rodrigo Campos e a percussão de Douglas Alonso e Felipe Roseno.
Dias 15, 16, 22 e 23 de fevereiro, às 19h


Capa do livro Contos Negreiros, de Marcelino Freire.







Biblioteca Temática de Poesia Alceu Amoroso Lima
Rua Henrique Schaumann, 777 - esquina com rua Cardeal Arcoverde
Pinheiros São Paulo, SP
Tel.: 11 3082-5023

segunda-feira, janeiro 07, 2008

CLÁSSICOS E RAROS DO NOSSO CINEMA

Cena de Os Cafajestes, de Ruy Guerra


26 de dezembro de 2007 a 20 de janeiro de 2008

A Cinemateca Brasileira e o Centro Cultural Banco do Brasil compartilham uma iniciativa histórica para a difusão do cinema brasileiro. Com a curadoria do cineasta Francisco César Filho, realizada em parceria com a Cinemateca Brasileira, a mostra Clássicos e Raros do Nosso Cinema exibe uma seleção de preciosidades em cópias novas, no CCBB SP e na Sala Cinemateca/BNDES, de 26 de dezembro a 20 de janeiro de 2008.

A mostra Clássicos e Raros do Nosso Cinema coloca lado a lado desde recordistas de bilheteria até filmes que não foram devidamente compreendidos em seu tempo. Clássicos do Cinema Novo, filmes de invenção, produções de gênero – filmes policiais, de horror, comédias populares, faroestes, ficção científica –, uma inédita variedade de conteúdos, estilos e épocas, poderá ser vista de uma só vez. Muitos títulos não são exibidos desde a época de seus lançamentos comerciais. Outros, mais conhecidos, são obrigatórios e merecem ser revistos.

A exibição de alguns filmes será acompanha de encontros com atores, cineastas, produtores e técnicos que participaram destas produções. A idéia é contextualizar essas obras para as platéias de hoje. Conversarão com o público após a exibição de seus filmes, os cineastas Andrea Tonacci (Bang bang), Hector Babenco (Lúcio Flávio, o passageiro da agonia), Carlos Reichenbach (Amor, palavra prostituta), Ivan Cardoso (As 7 vampiras) e Neville d’Almeida (Jardim de guerra), o diretor de fotografia Carlos Ebert (de O Bandido da Luz Vermelha), os atores Heitor Gaiotti (do faroeste A filha do padre) e David Cardoso (de A herança) e o cineasta e produtor Pedro Carlos Rovai (Ainda agarro esta vizinha).

SERVIÇO

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado 112 Centro SP
Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô
Informações (11) 3113 3651 / 3113 3652
bb.com.br/cultura
Ingressos: R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia-entrada)

Sala Cinemateca / BNDES
Largo Senador Raul Cardoso, 207 Vila Mariana
Próximo à estação Vila Mariana do Metrô
Informações (11) 3512 6111 (r. 215)
Ingressos: R$ 8,00 e R$ 4,00 (meia-entrada)

A programação você pega nesse endereço:
http://www.cinemateca.gov.br/programacao.php?id=1

Laróyè

A apresentação faz parte de um estudo do grupo Umoja de dramaturgia afro-brasileirade a respeito da figura enigmática do orixá Exu no para o espetáculo Quem Me Pariu?.
Exu, no candomblé, é o elo entre o mundo dos deuses e o mundo terreno, um comunicador responsável pelo movimento da Terra, pela virilidade, criatividade, mensageiro, o abridor de caminhos, Senhor das encruzilhadas da vida oscilante entre o bem e mal.
Um de seus símbolos tradicionais é o falo, a virilidade, um dos requisitos para ser classificado como demônio pela Igreja. Filho de Iemanjá, preza por uma boa comida e diversão.
Nos terreiros ao iniciar as cerimônias, uma oferenda ao mensageiro é oferecida para que ele convoque os outros deuses do orun (céu) para a festa, a celebração. È aqui que apoio meu projeto, no instante da oferenda do Ebó, a refeição de Exu e a abertura do terreiro, o primeiro passo ao transe, o início do movimento. A música é de Carlinhos Brown.

sábado, janeiro 05, 2008

É hoje!!

Daqui a pouco, ás 15h, sai a caminhada de São Paulo até Curitiba, um pequeno aquecimento, um experimento, para logo mais conhecerem a América Latina, a Expedição Donde Miras.
A concentração é no Bar do Binho, é só chegar.
O endereço do bar e mais detalhes é só entrar no blog: www.expediciondondemiras.blogspot.com
Aqui vai um trecho da entrevista do Binho no programa Provocações da TV Cultura.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

RETROSPECTIVA DO CINEMA BRASILEIRO 2007

Opa!!
Amanhã, dia 27/12, acaba a retrospectiva do Cinesesc, não deixe de conferir, a entrada custa 4 reais a inteira.

A programação:
http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/busca.cfm

Endereço:
rua Augusta, 2075 (próximo a avenida Paulista)

SITE DO GOG

Vale a pena conferir o site do rapper GOG - http://www.gograpnacional.com.br
Você pode conferir vários vídeos e baixar o CD Cartão Postal Bomba - ao vivo - contribuindo com quanto ($) quiser.
Abaixo o videoclipe Cavalo Sem Dono Selvagem.

FOGO NO PAVIO!!!

quarta-feira, dezembro 12, 2007

domingo, dezembro 02, 2007

Dom Quixote de La Perifa

Opa!! E o Cine Becos ganha o prêmio Dom Quixote de La Perifa, o prêmio de 2007 da Cooperifa com uma porrada de gente! Dia 12, anota aí, dia 12 às 20h lá no alto do morro do Chácara - zona sul.
E quem quiser saber mais, acesse: www.colecionadordepedras.blogspot.com

SEMEANDO RELÂMPAGOS

Nesta próxima segunda-feira, dia 03 de dezembro, acontecerá o encerramento da Mostra de Cinema Africano "SEMEANDO RELÂMPAGOS", na Ação Educativa.
Se "núvens negras fazem chover no sertão", venham contribuir com uma "caneca d´água".
com um abraço,
Luciane (Luli)
Programação:
19hs: Re-exibição do documentário Abandonnez-nous ( Deixem-nos!) – um depoimento de Georges Niangoran Bouah, antropólogo da Costa do Marfim e especialista em tradições orais, que aponta as feridas causadas pelo colonialismo e os caminhos a serem seguidos para que a África possa afirmar seu próprio progresso.,

É a Europa que nos atrsa. É a Europa que faz com que nós não avancemos. Desde tempos imemoriais... desde a escravidão até hoje."

19h30: Palestra/ Debate com o sociólogo moçambicano Carlos Subuhana abordando os processos de independência em Africa com enfoque no caso Moçambicano.
Local: Ação Educativa
Rua General Jardim, 660