quarta-feira, fevereiro 06, 2008

ATRÁS DO TRIO ELÉTRICO SÓ NÃO VAI QUEM JÁ MORREU: A JUVENTUDE NEGRA DA BAHIA


A Cor dessa cidade, sou eu?

Sérgio Vaz

O cantor Baiano Caetano Veloso talvez nem imaginaria que o título da sua música "Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu", de 1969, também seria uma grande profecia a se confirmar no século 21, e por vários motivos. Um deles é que os trios elétricos, criados como alternativas para democratizar o carnaval e torná-lo popular, hoje são dirigidos como grandes empresas, e como toda grande empresa, o cliente tem sempre razão. Ou seja, quem pode pagar se diverte, quem não pode... Para quem não sabe, do outro lado da corda o baculejo é geral. Quem não tem chão, tem que sair do chão, mesmo! Mas a rua não é pública?Outro motivo é que a juventude negra das comunidades periféricas está sendo assassinada indiscriminadamente pela polícia truculenta de Salvador, e como todos sabem, mortos não se divertem, pelo menos por aqui. Os crimes cometidos por esses jovens? São negros, no estado mais africano do país. Se liga meu rei, os súditos estão de olho no castelo.Como eu disse anteriormente, do outro lado da corda, o baculejo é geral, amplo e restrito, e nas vielas das favelas o sangue não escorre nas calçadas, por isso, enquanto os turistas estão com a boquinha na garrafa, o sarrafo come, sem direito a lembrancinha do Senhor do bom fim. "Ó pa i ó!"Pois é, quando a cantora Ivete Sangalo canta que o povo do gueto mandou avisar que vai rolar a festa, acho que ela está falando de uma outra festa e de um outro gueto, a elite branca, que com certeza não é o mesmo povo de Hamilton Borges (reaja ou será morto, reaja ou será morta), Nelson Maka (Blackitude), Vilma Reis, que luta e denuncia icansavelmente o extermínio dos pretos Soteropolitanos, que vivem à margem do futuro, criado pelo passado sujo do tranca-rua do carlismo.Só quem conhece a periferia de Salvador sabe o que é realmente mastigar o chiclete com a banana. Os chicleteiros, quando acaba o carnaval, batem suas asas de águia para suas casas, enquanto o pipoca se estoura de janeiro a janeiro, com a porra daquela corda, que sempre arrebenta do lado mais fraco: "Dendê no cu dos outros é refresco."Mal sabem, que lágrima de mãe quando perde um filho, morto injustamente por quem deveria zelar pela segurança pública do estado, não acaba nunca, é preciso vários Abadás para secarem. E nenhuma eletricidade que ilumina a avenida, vai acender a vela do perdão quando a gente cansar de andar de carro velho.O povo do gueto mandou avisar que quer JUSTIÇA, se não... vai acabar com a festa!Quanto mais Haiti, mais Paris se aproxima.A Cor dessa cidade, sou eu?
Sérgio Vaz
Poeta da periferia
leia mais sobre o tema na revista Carta Capital desta semana (do caralho!)
Leia texto "Bahia: a matança continua" de Vilma Reis no blog do Maka (http://www.gramaticadaira.blogspot.com/)


Texto retirado do blog do autor http://www.colecionadordepedras.blogspot.com/

terça-feira, fevereiro 05, 2008

FÁBRICA DE CRIATIVIDADE ABRE OFICINAS


Arme-se!

Periferias da França se armam de câmeras

Pascale Krémer / Le Monde

Reformulemos os clichês. Na periferia, os jovens não rodam só sobre a cabeça, no estilo hip-hop. Eles também rodam filmes. Médias, curtas, supercurtas metragens de ficção, mas também documentários e reportagens. Vendidos em forma de DVD, e principalmente divulgados de graça em sites da internet, que às vezes parecem verdadeiros canais de TV na Web, em videoblogs ou sites de compartilhamento como Dailymotion... Qualquer que seja a forma e o suporte final, com modos de organização variados (coletivo informal, associação, ateliê de centro cultural municipal), a criação de vídeo ferve nas periferias.

Depois do esporte, da música, da moda, a idéia de que é possível se exprimir, ganhar um reconhecimento social -e por que não?, a vida- graças ao audiovisual toma corpo. Prova disso é a oferta atual de diversos festivais de curta-metragem na França. Como o Regards Jeunes sur la Cité, do Oroleis (estrutura afiliada à Liga do Ensino): 120 curtas sobre os bairros em competição, "porque não podemos receber mais", explicam. "Mas há cada vez mais criações, cuja qualidade melhora a cada ano."

Não é preciso procurar muito para encontrar os principais motivos desse entusiasmo. As ferramentas, câmeras digitais e software de edição se democratizaram, seus preços desabaram e sua utilização foi simplificada ao extremo.

A força da imagem

Outra evidência: os jovens das periferias, como todos os outros, pertencem à geração da imagem, onipresente em seu cotidiano -televisão, videogames, internet, celulares... Ela é sua forma de expressão natural, enquanto a escrita muitas vezes os desanima. É preciso, por exemplo, entender como o coletivo En Attendant Demain [Esperando o amanhã], da periferia de Bordeaux, concebe suas engraçadas minificções: "Nós contamos situações. Improvisamos, os diálogos surgem. Filmamos. Depois transcrevemos. E depois filmamos para valer. Porque se começarmos diretamente pelo texto, isso exclui alguns jovens".

Reconquista de uma linguagem que não é a do ensino tradicional, e da qual eles captaram toda a força. Mas também trabalhos com benefícios terapêuticos para sua própria imagem, afim de contrabalançar a veiculada nas mídias. A campanha presidencial de 2002, em que a temática da insegurança foi tão presente, e sobretudo os tumultos do outono de 2005 e depois 2007, deixaram marcas. Desilusão, desconfiança no melhor dos casos, desprezo muitas vezes, ou mesmo franca hostilidade: os jovens das "cités", que têm a impressão de serem incessantemente estigmatizados, não cultivam em relação à mídia, e principalmente a televisão, os melhores sentimentos. Um deles, hoje autor de reportagens, resume, lapidar e definitivo: "O jornalista é alguém que vai contar idiotices sobre os jovens, que os trai. Como o policial".

Exasperação

Passando para trás da câmera, eles se reapropriam de sua imagem. Por que esperar uma evolução na qual não acreditam mais, quando podem criar suas próprias mídias alternativas? "Depois de 2005, dissemos chega, não deixaríamos mais que falassem da gente daquele jeito, de uma maneira prejudicial, violenta! Que a palavra devia vir de dentro", afirma Ernesto Oña, do coletivo En Attendant Demain. "Sabemos que hoje a imagem é o poder. A grande mídia. Daí a idéia de nos apoderarmos dela, de tomar o controle. É um ato político. Uma espécie de golpe!"

Omar Dawson, 29, brilhante súdito britânico, chegou à "cité" Grande Borne, em Grigny (departamento de Essonne), aos 5 anos. Depois de um diploma de comércio internacional e um ano de experiência profissional na América do Sul, ele envia 200 currículos e recebe uma única oferta, para telemarketing temporário.

"Eu não mandava foto, só meu nome e o endereço, isso dá indícios. Minha motivação para criar o site na Web veio daí. Essa dramatização do problema da insegurança em nossa periferia nos prejudica. É impensável que as pessoas façam carreira levando preconceito a toda uma população! Não negamos os problemas, mas eles não se comparam com o que foi descrito!"

A exasperação diante da mídia tradicional: é o ponto comum de todos esses jovens que se apoderam da câmera. Basta tocar no tema e surge uma chuva de críticas. Os jornalistas trabalham com pressa, não têm tempo de conversar com as pessoas, de pesquisar, não conhecem nada da periferia, só vão lá quando há confusão, servem a interesses comerciais e políticos, só se interessam pelo espetacular que pode confirmar seus preconceitos, os eternos estereótipos sobre a periferia e seus habitantes -um mundo à parte de violência, de delinqüência, de sofrimento, povoado por estupradores, traficantes, ladrões e radicais encapuzados... A ponto de usar atalhos e truques técnicos para obter a imagem e o objetivo esperados.

"Não acreditamos mais na mídia"

Cada um tem sua história, o evento detonador da tomada de poder midiático. O borbulhante Mourad Boudaoud, 21, que sonha ser ator, ou talvez diretor, e atualmente filma temas para o site Regards2banlieue, lembra-se de uma reportagem sobre um traficante em seu bairro. Em segundo plano, via-se um canal. Acontece que não há canais em sua "cité". Sadio Doucouré, uma jovem que trabalha para os Engraineurs, em Pantin (departamento de Seine-Saint-Denis), e coloca como premissa "Não acreditamos mais na mídia", conta que antes das eleições de 2002 uma jornalista da televisão pública veio ao bairro de Courtillières (Pantin).

Bandos rivais acabavam de se enfrentar na Défense (Paris). "Ela estava sob pressão. Veio a Pantin porque é perto de Paris, porque é fotogênico e não há grandes malandros que roubam as câmeras. Ela interrogou alguns garotos na saída do colégio. Evidentemente, eles estavam superanimados. Ela perguntou como eles acertavam suas diferenças. 'Passamos pelo arsenal!', fanfarronou uma menina, para ter certeza de que sairia na TV. A jornalista não insistiu, e à noite, no JT, havia um esconderijo de armas em Courtillières..." Os Engraineurs fizeram disso uma reportagem e um docu-ficção, "Sale réput" [Suja reputação], com a atriz Isabelle Carré.

É "para dominar as imagens que saem" que Sadio faz filmes hoje. "Para mostrar as coisas como são, sem negar a realidade de uma periferia de exilados, precisando de renovação, reservada às pessoas originárias da imigração. Para falar da vida simplesmente. Eu vivo na 'cité'. E não tem nada a ver com o que mostram. O problema é que depois de todas essas reportagens as pessoas têm medo de vir aqui, o que reforça a ruptura entre nós e os outros. E depois, forçosamente, as pessoas acreditam na imagem que divulgam delas. Elas se identificam."

Imagens chocantes

Omar Dawson foi marcado pela passagem pela Grande Borne de uma jornalista de um semanário de grande circulação. "Ela ficou vários meses, foi bem recebida. E no final saíram uma matéria intitulada 'Eu vivi na cidade do medo' e um livro de pura ficção. Muitas pessoas se sentiram traídas. Ela falava de crianças apavoradas que dormiam com uma faca de cozinha na mão. Uma foto em contraluz de um monte de pedras em um estacionamento em reforma se transformou em 'Certas partes de Grigny parecem devastadas pela guerra'!"

Chocado por essa encenação, Omar filma "Grignyfornia", uma comédia de 80 minutos sobre o funcionamento da mídia e seu impacto sobre os jovens da periferia. Ou como dois espertos financiam suas férias em Cuba ("Chega de passeios a Trouville com a prefeitura!") vendendo às televisões as imagens chocantes que elas adoram. Choques e guerras de gangues mais reais que as de verdade, entrevistas fraudulentas de radicais que exigem cursos de pilotagem e treinam os meninos do bairro para se atirar contra muros de patinete...

Sucesso individual

Depois, em dezembro de 2007, em um pequeno lugar emprestado pela prefeitura, com algum dinheiro da mesma e do conselho geral de Essone, Omar Dawson lança Icetream TV, um canal de TV "das culturas urbanas" na internet. "Uma TV de bairros, e não do bairro", explica. "Uma mídia participativa, para que parem de falar do nosso lugar. Quando as pessoas sabem que têm uma possibilidade de se exprimir, a coisa funciona. Um jovem que participou dos tumultos veio nos propor uma idéia de tema: como e por que começam os tumultos!"

Mourad Lakehal, sócio de Omar nessa aventura, apresentador cômico estreando na Icetream TV, sonha em "dessimplificar as coisas". "Sinceramente, não é o país dos sonhos, mas gosto muito de Grigny. Eu vejo todo um potencial, a riqueza das pessoas."

Destin Ndza também os vê, ele que produz reportagens para a Regards2banlieue. "Mudar a periferia, não vamos conseguir falando só de carros em chamas. Nesses bairros há uma energia que precisamos ecoar." Então descobrimos em todos esses sites uma série de iniciativas associativas ou empresariais felizes. Uma solidariedade entre os moradores.

Belos casos de sucesso individual. Uma verdadeira criatividade artística entre os jovens. Em suma, tantos temas positivos que, sob o fogo da crítica, as próprias mídias clássicas começam a propor. Mas o que marca nessa produção de vídeo que deveria restabelecer uma espécie de verdade sobre a periferia é o humor, o formidável sentido de autozombaria com o qual são tratadas as questões, aliás onipresentes, da discriminação e da exclusão social.

Os jovens não se apresentam obrigatoriamente como vítimas da sociedade. A autocrítica domina. "O humor é o fundo do desespero. Rimos de nossas próprias tristezas porque se não rirmos enlouquecemos. É kafkiana a vida na periferia, é de enlouquecer! E depois é melhor fazer os outros rirem do que culpá-los, isso os toca mais: já os faz entrar em nosso universo. De repente, temos algo em comum", entusiasma-se um dos fundadores do coletivo En Attendant Demain, que produz pequenos quadros cômicos da vida no bairro -onde os jovens aparecem sob uma luz pouco lisonjeira mas terrivelmente humana.

Humor e ironia

Rimos francamente desde o início desse documentário (De la Cité à la Campagne) de CitéArt, associação de Vigneux-sur-Seine (Essonne), quando os jovens instalados em um carro para ir filmar no interior percebem de repente que nenhum deles tem carteira de motorista. Ou diante do videoblog dos Shaolyn Gen-Zu (no site www.vsd.fr). Esses cinco "rappers" de Clichy-Montfermeil (Seine-Saint-Denis) se filmam em suas cansativas tribulações cotidianas para divulgar seu disco: seus atrasos patológicos ("Que horas são? Mas que horas são?", um deles se enerva, no escuro, fechado em um armário por seus colegas exasperados por tê-lo esperado demais).

A venda do CD sobre caixotes no mercado. A turnê pelas Fnac da França para colocar seu disco ("Todas as Fnac nos dizem para procurar outra Fnac. Mas, bom, a gente não sossega!"). Seu show na Festa do l'Humanité, na entrada da qual eles não conseguem convencer ninguém de que são artistas esperados. E onde se pode almoçar um menu de ostras e lagostim. "32 euros! 32 euros por camarões?"

Cúmulo da ironia: a televisão, que involuntariamente provocou todas essas novas vocações, começa a se interessar de perto por essa produção. Recentemente, a TF1 anunciou a intenção de procurar na periferia jovens roteiristas e diretores de talento. O Canal+ localizou a equipe do En Attendant Demain e encomendou três ficções de 26 minutos, que transmitirá em junho. Um belo começo de revanche para a periferia.

Fonte: Le Monde
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves / UOl Mídia Global

sexta-feira, janeiro 25, 2008

CARNAVAL DO BLOCO

Antecipando o carnaval, o Bloco do Beco bota seu cortejo na rua amanhã, dia 26 na zona sul de São Paulo.
A partir das 14h na rua Salgueiro do Campo, 383 - Jardim Ibirapuera.
É só chegar.

terça-feira, janeiro 22, 2008

NA NET! ENTREVISTA COM GOG

Em entrevista concedida em 2007, o rapper brasiliense fala sobre a relação do hip hop com movimento sociais, polícia e cotas para negros em universidades públicas.
Dê uma olhada.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

quinta-feira, janeiro 17, 2008

FUTEBOL ELETRÔNICO

CASA DAS ÁFRICAS

Opa!

Agradecimentos a Luli Silva que fez a ponte para que a Casa das Áfricas disponibilizasse um ótimo acrevo de clássicos do cinema para o CineBecos a ao Renato Cândido que fez o trasporte do material.

Clique na imagem para ver a mostra de cinema da Casa.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

"Quem não for tá ferrado!"

É hoje, dia 16, o primeiro sarau da Cooperifa nesse ano.

Mais informações:
www.colecionadordepedras.blogspot.com

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Lançamento do livro Punga

Opa!
Aí vai o vídeo jornal do CineBecos sobre o lançamento do livro Punga, de Elizandra Souza e Akins Kinté pela maravilhosa Edições Toró com apresentação de Denegri, Débora Marçal e Priscila Preta, Amandla, Duo Abanã, muita gente.

A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ TELEVISIONADA

Salve!
É no ritmo da postagem abaixo que mando um trecho do documentário A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ TELEVISIONADA de Kim Bartley e Donnacha O'Briain sobre o golpe midiático contra o presidente venezuelano Hugo Chávez.

RODRIGO VIANNA: TV DA VENEZUELA É MAIS PLURAL QUE A DO BRASIL

Essa vem do blog Conversa Afiada do jornalista Paulo Henrique Amorim

O repórter especial da TV Record, Rodrigo Vianna, fez uma série de reportagens para o Jornal da Record na Venezuela, durante o referendo sobre a emenda constitucional proposta por Hugo Chávez e que previa a reeleição ilimitada. As quatro reportagens foram veiculadas pelo Jornal da Record entre o final de dezembro e o início deste mês.

Rodrigo Vianna disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta terça-feira, dia 09, que a TV venezuelana é mais plural do que a TV brasileira.

Segundo Vianna, há dois blocos de TVs: um bloco das TVs privadas, de oposição a Chávez e outro bloco de TVs estatais, que apóiam o Presidente da Venezuela.

"Existe na mídia venezuelana dois campos muito bem demarcados. De um lado você tem TVs privadas, especialmente a Globovisión e o que sobrou da RCTV, são as duas TVs privadas que batem, mas batem o tempo todo, não se ouve o Governo, é pancada o tempo todo no Governo do Hugo Chávez. E de outro lado tem as estatais", disse Vianna.

Segundo Vianna, as TVs estatais são três: Venezoelana de Televisión (VTV), a TVES, que ocupou o sinal da antiga RCTV e a Vive TV, que tem uma programação mais cultural.

Rodrigo Vianna disse que a VTV não é maior do que as comerciais, mas, ao contrário do que ocorre no Brasil, essa emissora estatal briga pelo segundo e terceiro lugar na disputa pela audiência. "Ela funciona como um contraponto na Venezuela, realmente... Quem bate muito é a Globovisión, que curiosamente tem esse mesmo nome", disse Vianna.

Vianna disse que os dois blocos de TVs "não se comunicam". Ou seja, quando critica o Governo, as TVs de oposição não dão espaço ao Governo. E quando as TVs estatais defendem o Governo, não dão espaço para a oposição.

Segundo Vianna, o espectador venezuelano fica melhor informado que o brasileiro, porque pode ter acesso às duas versões diferentes.

Leia a íntegra da entrevista com Rodrigo Vianna:

http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/473001-473500/473128/473128_1.html

domingo, janeiro 13, 2008

Diretamente do local em que a cada centímetro existe um bar e uma igreja evangélica.

ALESSANDRO BUZO. VIRADO NO SARUÊ/MILTON SANTOS/SURPLUS

O escritor Alessandro Buzo tá virado no saruê mesmo. O maluco não pára, agora agente pode acessar várias entrevistas feitas pelo nosso amigo multimidiático.
Deixo aqui uma lista com os entrevistados e os respectivos blogs para você conferir.

1 - Toni C no Buzo Entrevista
2 - Paulo Lins no Buzo Entrevista e Suburbano Convicto
3 - Dudu de Morro Agudo no Suburbano Convicto
4 - Grupo "Inquerito" no Buzo Entrevista
5 - Escritor Fernando Bonassi no Literatura Periférica.
6 - Grupo "Herdeiros na Missão" no Buzo Entrevista
7 - Graffiteiro BONGA no Buzo Entrevista
8 - Poeta Rodrigo Ciriaco no Literatura Periférica
9 - Poeta Sérgio Vaz no Suburbano Convicto
10- Escritor Sacolinha no Suburbano Convicto
11- Escritor Michel da Silva no Literatura Periférica.
12- DJ PASTOR ANDERSON HIP HOP no Buzo Entrevista
13- Rapper e Militante TERNO no Buzo Entrevista.
14- Grupo "AO CUBO" no Suburbano Convicto
15- Escritor Róbson Canto no Literatura Periférica.
16- Escritor e dono de Sebo Jonilson Montalvão no Literatura Periférica.
17- Rapper Hannah Lima no Buzo ENtrevista
18- Escritor Marcelino Freire no Suburbano Convicto.

Pensando no querido Buzo e todo o seu corre no mundo virtual, mando de lambuja o trailer do filme Entrevista com Milton Santos: O mundo globalizado visto do lado de cá, do Silvio Tendler. Acabou de sair do cinema.


E laiá! o filme com o geógrafo Milton Santos me fez lembrar de outro que já foi exibido no CineBecos, o Surplus. O documentário é uma obra prima que discute a globalização e o consumismo. Muito louco!


sexta-feira, janeiro 11, 2008

O delinqüente Bush

















Foi engraçado, diz aê!

Ver a cara do porta voz do delinqüente presidente dos EUA relutar em agradecer a Hugo Chávez pela bem sucedida negociação com as FARC.

Por aí vai

To de férias da faculdade, maravilha. Época de ler coisas diferentes, tirar as papeladas do guarda roupas e... lembrei de uma coisa!

Ainda durante as aulas saia com minha cota da bilioteca, no corre contra o prejuízo histórico. Trombo um ser do segundo ano da graduação afoito, me pergunta como é que se acha um livro, o que precisa para tirar a carteirinha.

FILHO DA PUTA!!!

A PUC botando pr fora uma pá de amigos meus que deram o sangue pra tá lá e o desgraçado, inútil, vizinho da universidade não sabe o que fazer quando entra na biblioteca.

interpretei como ponto pra nós, foi o jeito que encontrei para não xingá-lo.
Por aí vai!

CANTOS NEGREIROS

Quem já viu essa apresentação sabe muito bem do que se trata, para os que ainda não conhecem basta dizer que na última quase a biblioteca desmorona.

Está de volta à Biblioteca Alceu Amoroso Lima o espetáculo literomusical "Cantos Negreiros". Apresentado com sucesso em 2007, o espetáculo mistura leituras de trechos dos contos de Marcelino Freire com canções afro, interpretadas por Aloísio Menezes, considerado uma das mais belas vozes da MPB. Nos dias 22 e 23 haverá também a participação de Fabiana Cozza, uma das grandes revelações do samba brasileiro.
A novidade da temporada é a presença, ao lado de Freire, dos poetas Glauco Mattoso (no dia 15), Daniel Minchoni & Rui Mascarenhas (no dia 16), Sérgio Vaz (no dia 22) e Arruda & Eunice Arruda (no dia 23).
Os poetas e cantores serão acompanhados pelo violão de Marcos Paiva, o cavaquinho de Rodrigo Campos e a percussão de Douglas Alonso e Felipe Roseno.
Dias 15, 16, 22 e 23 de fevereiro, às 19h


Capa do livro Contos Negreiros, de Marcelino Freire.







Biblioteca Temática de Poesia Alceu Amoroso Lima
Rua Henrique Schaumann, 777 - esquina com rua Cardeal Arcoverde
Pinheiros São Paulo, SP
Tel.: 11 3082-5023

segunda-feira, janeiro 07, 2008

CLÁSSICOS E RAROS DO NOSSO CINEMA

Cena de Os Cafajestes, de Ruy Guerra


26 de dezembro de 2007 a 20 de janeiro de 2008

A Cinemateca Brasileira e o Centro Cultural Banco do Brasil compartilham uma iniciativa histórica para a difusão do cinema brasileiro. Com a curadoria do cineasta Francisco César Filho, realizada em parceria com a Cinemateca Brasileira, a mostra Clássicos e Raros do Nosso Cinema exibe uma seleção de preciosidades em cópias novas, no CCBB SP e na Sala Cinemateca/BNDES, de 26 de dezembro a 20 de janeiro de 2008.

A mostra Clássicos e Raros do Nosso Cinema coloca lado a lado desde recordistas de bilheteria até filmes que não foram devidamente compreendidos em seu tempo. Clássicos do Cinema Novo, filmes de invenção, produções de gênero – filmes policiais, de horror, comédias populares, faroestes, ficção científica –, uma inédita variedade de conteúdos, estilos e épocas, poderá ser vista de uma só vez. Muitos títulos não são exibidos desde a época de seus lançamentos comerciais. Outros, mais conhecidos, são obrigatórios e merecem ser revistos.

A exibição de alguns filmes será acompanha de encontros com atores, cineastas, produtores e técnicos que participaram destas produções. A idéia é contextualizar essas obras para as platéias de hoje. Conversarão com o público após a exibição de seus filmes, os cineastas Andrea Tonacci (Bang bang), Hector Babenco (Lúcio Flávio, o passageiro da agonia), Carlos Reichenbach (Amor, palavra prostituta), Ivan Cardoso (As 7 vampiras) e Neville d’Almeida (Jardim de guerra), o diretor de fotografia Carlos Ebert (de O Bandido da Luz Vermelha), os atores Heitor Gaiotti (do faroeste A filha do padre) e David Cardoso (de A herança) e o cineasta e produtor Pedro Carlos Rovai (Ainda agarro esta vizinha).

SERVIÇO

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado 112 Centro SP
Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô
Informações (11) 3113 3651 / 3113 3652
bb.com.br/cultura
Ingressos: R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia-entrada)

Sala Cinemateca / BNDES
Largo Senador Raul Cardoso, 207 Vila Mariana
Próximo à estação Vila Mariana do Metrô
Informações (11) 3512 6111 (r. 215)
Ingressos: R$ 8,00 e R$ 4,00 (meia-entrada)

A programação você pega nesse endereço:
http://www.cinemateca.gov.br/programacao.php?id=1

Laróyè

A apresentação faz parte de um estudo do grupo Umoja de dramaturgia afro-brasileirade a respeito da figura enigmática do orixá Exu no para o espetáculo Quem Me Pariu?.
Exu, no candomblé, é o elo entre o mundo dos deuses e o mundo terreno, um comunicador responsável pelo movimento da Terra, pela virilidade, criatividade, mensageiro, o abridor de caminhos, Senhor das encruzilhadas da vida oscilante entre o bem e mal.
Um de seus símbolos tradicionais é o falo, a virilidade, um dos requisitos para ser classificado como demônio pela Igreja. Filho de Iemanjá, preza por uma boa comida e diversão.
Nos terreiros ao iniciar as cerimônias, uma oferenda ao mensageiro é oferecida para que ele convoque os outros deuses do orun (céu) para a festa, a celebração. È aqui que apoio meu projeto, no instante da oferenda do Ebó, a refeição de Exu e a abertura do terreiro, o primeiro passo ao transe, o início do movimento. A música é de Carlinhos Brown.

sábado, janeiro 05, 2008

É hoje!!

Daqui a pouco, ás 15h, sai a caminhada de São Paulo até Curitiba, um pequeno aquecimento, um experimento, para logo mais conhecerem a América Latina, a Expedição Donde Miras.
A concentração é no Bar do Binho, é só chegar.
O endereço do bar e mais detalhes é só entrar no blog: www.expediciondondemiras.blogspot.com
Aqui vai um trecho da entrevista do Binho no programa Provocações da TV Cultura.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

RETROSPECTIVA DO CINEMA BRASILEIRO 2007

Opa!!
Amanhã, dia 27/12, acaba a retrospectiva do Cinesesc, não deixe de conferir, a entrada custa 4 reais a inteira.

A programação:
http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/busca.cfm

Endereço:
rua Augusta, 2075 (próximo a avenida Paulista)

SITE DO GOG

Vale a pena conferir o site do rapper GOG - http://www.gograpnacional.com.br
Você pode conferir vários vídeos e baixar o CD Cartão Postal Bomba - ao vivo - contribuindo com quanto ($) quiser.
Abaixo o videoclipe Cavalo Sem Dono Selvagem.

FOGO NO PAVIO!!!

quarta-feira, dezembro 12, 2007

domingo, dezembro 02, 2007

Dom Quixote de La Perifa

Opa!! E o Cine Becos ganha o prêmio Dom Quixote de La Perifa, o prêmio de 2007 da Cooperifa com uma porrada de gente! Dia 12, anota aí, dia 12 às 20h lá no alto do morro do Chácara - zona sul.
E quem quiser saber mais, acesse: www.colecionadordepedras.blogspot.com

SEMEANDO RELÂMPAGOS

Nesta próxima segunda-feira, dia 03 de dezembro, acontecerá o encerramento da Mostra de Cinema Africano "SEMEANDO RELÂMPAGOS", na Ação Educativa.
Se "núvens negras fazem chover no sertão", venham contribuir com uma "caneca d´água".
com um abraço,
Luciane (Luli)
Programação:
19hs: Re-exibição do documentário Abandonnez-nous ( Deixem-nos!) – um depoimento de Georges Niangoran Bouah, antropólogo da Costa do Marfim e especialista em tradições orais, que aponta as feridas causadas pelo colonialismo e os caminhos a serem seguidos para que a África possa afirmar seu próprio progresso.,

É a Europa que nos atrsa. É a Europa que faz com que nós não avancemos. Desde tempos imemoriais... desde a escravidão até hoje."

19h30: Palestra/ Debate com o sociólogo moçambicano Carlos Subuhana abordando os processos de independência em Africa com enfoque no caso Moçambicano.
Local: Ação Educativa
Rua General Jardim, 660

sexta-feira, novembro 30, 2007

SHOW DO PERIAFRICANIA nesta SEXTA na AÇÃO EDUCATIVA



O conceituado grupo de rap paulistano fará show de encerramento da programação "África" da Ação Educativa, apresentando o repertório de seu mais recente CD com sucessos como Malês, além das novas Política-mente e Ao Mestre com Carinho.

Data: Dia 30 de novembro, Sexta às 19h30.
Local: Ação Educativa - Rua General Jardim, 660 - Vila Buarque
Entrada: 1kg de alimento não perecível que será doado para acampamento do MTST da Vila Calu.

Informações: 3151-2333 ramal 153/166

quarta-feira, novembro 21, 2007

ZUMBI SOMOS NÓS


CINEBECOS APRESENTA:

ZUMBI SOMOS NÓS

O filme é um desdobramento da linguagem da Frente 3 de Fevereiro, grupo que aborda o racismo na sociedade por meio do coletivo interdisciplinar de pesquisa, intervenções artísticas e apresentações audiovisuais, e cria um diálogo afinado entre imagem e som, norteado por 'narradores-personagens-MC's'. Zumbi Somos Nós propõe uma reflexão sobre questões raciais na sociedade brasileira contemporânea e a criação de estratégias artísticas para responder a estas questões, inscrevendo na vida cotidiana novas formas de olhar, pensar e agir.

Além dos integrantes do grupo, participaram do filme os músicos Dinho Nascimento, Dofona, Daniel O Reverendo, Gaspar Z'África Brasil e Cleverson Lee e os intelectuais Vera Mala Malagutti, Lilia Schwarcz, Noel Carvalho, Nicolau Sevcenko, Julita Lemgruber e Frei David. As gravações ocorreram em diversas localidades como estádios de futebol, a festa de abertura da Copa da Alemanha e em bairros neo-nazistas de Berlim.

Local:
Casa Popular de Cultura de M´ Boi Mirim - Rua Inácio Dias da Silva s/n
dia 25/11, domingo - às 19h - grátis

Umoja convida


Ufa, a correria é mil graus mesmo, não para. E quando um fica meio de bode sempre tem um maluco que agita faz um auê.

Nesse final de semana o Umoja se apresentou na Pinacoteca do Estado junto com o Band`doido.

Teve até abará*, enrolado madrugada adentro.

Vixe, quem já viu sabe do que eu to falando!

Agora os inquietos inventaram outra, acredita?

E dessa vez junto com um dos filmes de maior sucesso na Semana de Arte Moderna da Periferia: Dança das Cabaças: Exu no Brasil


grupo umoja homenageia as iabas(orixá femino)



23 de Novembro

na biblioteca belmonte

Será realizada a grande festa Umojá, em comemoração a semana da Consciência Negra.

Confira a programação e venha participar com a família!

18h exbição do filme "Danças das Cabaças" e debate com o diretor." cine becos"

18h40 Cortejo de Maracatu nas Pças Sarah Maluf e Floriano Peixoto

19h20 Ciranda

19h40 Apresentação de Samba "band´doido"

20h10 Apresentação de Maracatu " bloco do beco"

20h40 Apresentação do grupo "Os Mameluco"

21h10 Xire – dança dos Orixás

21h40 Samba Umoja

22h20 as 23h - samba de roda, samba de coco



Durante o evento serviremos o caldo das Iabás (gratutito)

Entrada franca

Biblioteca Belmonte

Cultura Popular

R. Paulo Eiró,525 -Santo Amaro

Telefone: 5687 0408

*Não sabe o que é abará, né? Pergunte pro Umoja:
www.institutoumoja.blogspot.com

domingo, novembro 18, 2007

Participe das Oficinas para o VAI




Desde 2004 a prefeitura de SP banca, através do Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais.projetos culturais elaborados por jovens da periferia. O CineBecos é um deles. O VAI (a sigla do programa) é uma boa oportunidade pra meter as caras, tanto para os que já estão na caminhada, quanto para os inquietos que querem botar o bloco na rua.

A prioridade do edital é para pessoa física e tem um caráter pouco burocrático.

O último edital financiou, no máximo, 18 mil reais para cada projeto. Cento e dois selecionados.


E se você quiser saber mais sobre o VAI, fique atento as oficinas abaixo.
Não mosque!




Coloque suas idéias em prática, valorize seu projeto.

A Ação Educativa oferece, durante dezembro de 2007 e janeiro de 2008 , oficinas para a elaboração de projetos para o VAI - Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais.

Festivais, saraus, cultura indígena ou afro brasileira, intervenções urbanas e publicações de livros, música, dança, cinema e teatro são alguns dos temas financiados pelo programa.

A finalidade das oficinas é capacitar os jovens para a elaboração de projetos - definir orçamento, cronograma, objetivo, ações - para que possam concorrer ao apoio do VAI. No entanto, participar da oficina não é garantia de conseguir o financiamento.

O VAI é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo para apoiar financeiramente atividades artístico-culturais, prioritariamente de jovens, em diversas regiões na cidade anualmente.

Informações

A quem se destina: Jovens entre 18 e 29 anos, de toda a cidade de São Paulo.

Carga horária: 13 horas.

Pré-Inscrições: entre os dias 21 e 28 de novembro pelo e-mail com ficha de inscrição para: cursovai@acaoeducat iva.org ou pelo telefone (11) 3151-2333 - ramal 101 (com Candelária). As inscrições são gratuitas e serão confirmadas nos dias 29 e 30 de novembro.

Vagas limitadas

Quando:

2007: dias 01, 08 e 15 de dezembro

2008: dia 12 de janeiro

Onde:

- Casa Amarela

Praça Floriano Peixoto, 130 - Santo Amaro

Fone 5548 1115

Horário: 10 às 13h

- Casa de Cultura de Interlagos

Rua Padre José Gaizotti, 545 - Cidade Dutra

Fone 5939 3661

Horário: 14 às 17h

- Biblioteca Amadeu Amaral

Rua José Clovis de Castro, s/n - Jardim da Saúde

Fone 5061 3320

Horário: 10 às 13h

- Casa de Cultura do Butantã

Av. Junta Mizumoto, 13 - Jardim Peri-Peri

Fone 3742 6218

Horário: 10 às 13h

- Biblioteca Monteiro Lobato

Rua General Jardim, 485 - Vila Buarque

Fone 3256 4122

Horário: 10 às 13h

- Casa de Cultura da Penha

Largo do Rosário, 20 - 3º andar - Penha

Fone 2296 6172

Horário: 14 às 17h

- Casa de Cultura do Itaim

Rua Barão de Alagoas, 340 - Itaim Paulista

Fone 6963 2742

Horário: 10 às 13h

- Centro Cultural da Juventude

Av Deputado Emilio Carlos, 3641 - Vila Nova Cachoeirinha

Fone 3984 2466/3989 5627

Horário: 14 às 17h

- Biblioteca Brito Broca

Av. Mutinga, 1425 - Pirituba

Fone 3904 1444

Horário: 10 às 13h

sexta-feira, novembro 16, 2007

sarau da Semana

No dia da literatura a Cooperifa estava abarrotada.

quinta-feira, novembro 15, 2007

A Brava cia.

O dia do teatro da Semana e Arte Moderna da Periferia foi fechado com o espetáculo A Brava da da cia. que tem o mesmo nome. A peça de rua é baseada na história da jovem francesa Joana D`arc, líder do exército francês na luta contra a Inglaterra em meados de 1400. A guerreira foi considerada bruxa e queimada pela igreja católica, a mesma igreja a considerou santa em 1920.
A encenação utiliza pirofagia, humor e ironia nas medidas certas. O figurino se mistura com os demais objetos em cena com uma textura que vai de "trapos" a "ferro-velho".
O público que esteve no Centro Cultural Monte Azul no dia 09/11, quase ficou sem mãos de tanto bater palmas.

A Brava venceu!!














































quinta-feira, novembro 08, 2007

LIVRE-SE DA SUA TV POR ALGUMAS HORAS

Durante o dia do cinema na Semana de Arte Moderna da Periferia, convidamos a todos que levem a suas TVs a partir das 14h para uma instalação coletiva relâmpago.

Se não puder levar a TV, faça um desenho, um texto que remeta a esse aparelhinho.

Não se preocupe, não vamos quebrá-la. Apesar de não ser uma má idéia.
Leve e retire na hora que quiser.

A programação começa às 16h.

Essa instalação depende da sua divulgação: boca-a-boca, email, torpedo, orkut,...

CEU Casablanca - Rua João Damasceno - esquina com a Est. de Itapecerica - próximo ao Hospital Campo Limpo

20:30 - Mesa
Tema: O que é a produção audiovisual periférica: Caracteristicas e demandas.

Daniel FagundeS.-NCA, Flávio Galvão-Fabicine, Rogério Pixote-Cine Becos, Vânia Silva-MUCCA, Peu Pereira-Arte na Periferia Produções, Carlos Augusto Calil-Cineasta e atual Secretário de Cultura, Luiz Barata-CMJ Ação Educativa e Christian Saghaard-Associação Cultural Kinoforum

quarta-feira, novembro 07, 2007

IMARGEM

O projeto Imargem e seus agentes marginais responsáveis por trampos como este na beira da represa Guarapiranga, Grajaú, também estão somando na expoxição no Sacolão das Artes que permanecerá durante toda a Semana de Arte Moderna da Periferia.Trampo de Mauro

Saiba mais sobre o Imargem: http://www.fotolog.com/imargem

terça-feira, novembro 06, 2007

O bicho ta pegando!



TERÇA: 06/11 – D A N Ç A
TARDE:14h00 - MOSTRA DE VIDEO
14h30 - PALESTRA / DEBATE
15h30 - WORKSHOP / DANÇAS-intervenções poéticas (em todos os intervalos)
NOITE:18h00 - MARANA CAPOEIRARoda de capoeira: Angola / Regional.
18h30 - FLOR DE LIS (grupo da melhor idade)Coreografia: Dança Indígena
19h30 - PROJETO DIVERSIDANÇA Coreografia: Danças da Peneira (Flor de lis)
20h00 – CIA. SANSACROMA (afro contemporâneo)
20h30 – ESPÍRITO DE ZUMBI (Afro Brasileiro)
Local: CEU CAMPO LIMPOAv. Carlos Lacerda, 678 – Campo Limpo

QUARTA: 07/11 – L I T E R A T U R A
17h00 – DEBATE: “A produção literária na periferia”,Debatedores: Alessandro Buzo – Sacolinha, Elizandra Souza - Antonio Eleilson. Mediação: Sérgio Vaz
Local: CASA POPULAR DE CULTURA M’BOI MIRIM
Av. Inácio Dias da Silva, s/nº - Piraporinha.
20h00 – SARAU DA COOPERIFA
Local: BAR DO ZÉ BATIDÃOR. Bartolomeu dos Santos, 797 – Chácara Santana

QUINTA – 08/11 – C I N E M A
16h00 - Dança das Cabaças - Exu no Brasil - 54´
17h15 - Poeira - 5´O Último da Fila - 10'A Viagem – 12´Paralelo: Espasmos de Realidade - 16'
18h15 - Defina-se - 4´Nhanhoma Paulista - 2'Cosmolho - 3'
19h15 - Onomatomania - 2´2 Meses e 23 Minutos - 23' Panorama: Arte na Periferia - 50´
20h30 – CONVERSA ENTRE CONVIDADOS E PÚBLICO
19h00 – Exibição de vídeos no Terminal Capelinha
Local: CEU CASABLANCA
R. João Damasceno, 85 – Vila das Belezas

SEXTA: 09/11 – T E A T R O
08h30 - Café da manhã e colóquio com coletivos teatrais
11h00 - Band'doido apresenta "... Não é contar piada!”.
14h00 - Cia. Diarte Teatral apresenta "Fragmentos de um poeta"
16h00 - UMOJA apresenta demonstração de processo do espetáculo "Quem me pariu?"
17h30 - Capulanas apresenta performance "Negra Poesia"
18h00 - Ação e Arte apresenta performance com trecho do seu novo espetáculo "X"
19h30 - Brava Companhia apresenta "A BRAVA"
Local: CENTRO CULTURAL MONTE AZUL
Av. Tomás de Souza, 552 – Jardim Monte Azul

SÁBADO: 10/11 – M Ú S I C A
16h00: Show com os grupos: - Trio Porão16h45 - Chapinha do Samba da Vela e Pagode da 27
17h30 - Wesley Noog
18h10 - B Valente
18h55 - Os Mamelucos
19h50 - Banda A
20h40 - Periafricania
21h35 - Preto Soul
11h05 - Versão Popular
Local: CASA POPULAR DE CULTURA M’BOI MIRIM
Av. Inácio Dias da Silva, s/nº - Piraporinha

SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA - SACOLÃO DAS ARTES


Sem criança? Pergunte para o David

SACOLÃO DAS ARTES - SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA



Periafricania

Interatividade

SACOLÃO DAS ARTES

Algumas fotos, daqui a pouco tem mais


Sérgio Vaz e Jair Guilherme abrem a Semana no Sacolão das Artes

Pintura de Vini e Jonato



A Brava

sexta-feira, novembro 02, 2007

Dia 8 de novembro no CEU Casablanca


Um dos filmes em exibição na Semana de Arte Moderna da Periferia na quinta-feira. Clique na figura para ler a sinopse

É Nóis no Le Monde

Salve, salve!
O texto abaixo foi publicado no site do Le Monde Diplomatique Brasil, um dos jornais, que considero, mais importantes do mundo.
http://diplo.uol.com.br/2007-10,a1968

A arte que liberta não pode vir da mão que escraviza
Vem aí Semana de Arte Moderna da Periferia. Iniciativa recupera radicalidade de 1922 e da Tropicália, mas afirma, além disso, Brasil que já não se espelha nas elites, nem aceita ser subalterno a elas. Diplô abre coluna quinzenal sobre cultura periférica

Eleilson Leite
Tomei este título de empréstimo do Manifesto da Antropofagia Periférica, mais uma pedra preciosa do poeta Sergio Vaz. Escrito em prosa poética, este texto, cuja íntegra, reproduzo aqui é uma ode à Periferia e a cultura produzida nas quebradas e cafundós da metrópole paulistana. No ano em que se comemora os 85º aniversário da Semana de Arte Moderna e os 40 anos da Tropicália, é da Periferia que emerge o movimento que melhor representa a tradição antropofágica celebrada em 1922 e 1967. Por isso, prepare-se caro leitor: vem aí a Semana de Arte Moderna da Periferia.

Concebido pela Cooperifa – Cooperativa de Artistas da Periferia, o evento é organizado por mais de 40 grupos de várias partes da Região Metropolitana de São Paulo e promoverá, entre os dias 4 e 10 de novembro, mais de cem atividades, em diversos pontos da Zona Sul da Capital. A abertura será no melhor estilo Fórum Social Mundial. Haverá uma caminhada cultural que partirá da Ponte do Socorro até a Igreja de Piraporinha. No percurso, muita agitação, manifestos e intervenções artísticas.

Durante toda a semana que segue, uma extensa programação dará uma mostra eloqüente da riqueza da produção cultural periférica, cada dia privilegiando uma linguagem artística. Na segunda-feira, artes plásticas; terça, dança; quarta, literatura; quinta, cinema; sexta, teatro e no sábado, música. Serão shows, espetáculos, intervenções, exposições mostras, além de debates, oficinas e palestras. Tudo organizado pelos próprios artistas, coletivamente, num processo participativo tão característico dos movimentos sociais. As reuniões preparatórias chegam a reunir mais de 50 pessoas, lá no Bar do Zé Batidão, palco do famoso Sarau da Cooperifa.

"Pensávamos que não sabíamos ler, agora estamos escrevendo livros"

Essa característica de movimento e a condição social dos artistas que promovem a Semana de Arte Moderna da Periferia é um fator que distingue este evento daqueles liderados por Oswald de Andrade e Caetano Veloso. A Semana de 1922 e a Tropicália defendiam posições estéticas dentro do campo dominante. Eram posturas inovadoras, radicais, mas disputavam com a elite. Agora, Sergio Vaz e os artistas da Periferia vêm à público constranger as elites. Como diz o escritor Alessandro Buzo, "pensavam que não sabíamos ler, agora estamos escrevendo livros". Esses artistas vão defender um espaço no qual sempre estiveram excluídos. Na Periferia se faz cinema, teatro, música, dança, artes plásticas e literatura. O evento vai se constituir num espaço de afirmação dessa cultura.

Afirmar a arte da periferia é em si um ato político.

Os famintos farão seu próprio banquete. E a fome é grande: fome de arte, de amor, de paz , de justiça. "Por uma Periferia que nos une pelo amor, pela dor e pela cor", como diz o Manifesto em seu verso final.

Participe. Na próxima coluna vou apresentar, comentar e dar dicas da programação completa da Semana de Arte Moderna da Periferia.

terça-feira, outubro 30, 2007

Filhos de Olorum - Os Crespos

A cia. Filhos de Olorum - Os Crespos trazem para Taboão da Serra o Ensaio Sobre Carolina

Espaço do Grupo Clariô de Teatro
Rua Santa Luzia, 96 - Taboão da Serra – SP. http://grupoclario.blogspot.com/

sexta-feira, outubro 26, 2007

ENTREVISTA PARA A CONTINUUM

Entrevista na revista Continuum

do Ítaú Cultural...

Por Érica Teruel Guerra

"Eu posso, sou possível." Diante de um bar apinhado de gente, o homem de camiseta verde recita pausadamente os versos que escreveu. Ao término, o som dos aplausos enche o espaço. As palavras de José Neto, autor do poema "Povo", emocionam, por resumirem bem a expectativa dos homens e das mulheres que ali se reúnem. A cena, parte do documentário Panorama - Arte na Periferia, ilustra a mobilização que está transformando a periferia.

No extremo sul da cidade de São Paulo, em um lugar que já foi conhecido como Triângulo da Morte - região de Capão Redondo, Jardim Ângela e Jardim São Luiz -, nasceu um movimento que tem por objetivo preencher o vão existente entre os meios de representação e a periferia. Para a professora de antropologia Rose Satiko, da Universidade de São Paulo, trata-se de uma tentativa de resistência: "Esse movimento é uma resposta, uma tentativa de expressão destes que não se julgam representados". Foi de uma inquietação que surgiu um dos fomentadores desse movimento, o CineBecos, que realiza projeções em becos da região, exibindo desde filmes clássicos até vídeos produzidos ali mesmo, na periferia. O projeto é coordenado por Rogério Pixote, estudante de multimeios, para quem as abordagens da periferia no cinema causavam incômodo. "Elas fizeram com que quiséssemos montar um circuito de exibição, discutir a linguagem do cinema, sua história", conta.

O audiovisual ocupa um papel de destaque nessa mobilização, fomentado muitas vezes por oficinas. Quando elas vão embora, porém, fica a vontade de criar. Assim começou a relação de Peu Pereira e David Vidad com o cinema. Após produzirem curtas em oficinas, eles se juntaram para construir um marco na história das comunidades periféricas, muito distante dos filmes que enfocam a violência da periferia como espetáculo: Panorama - Arte na Periferia (2006-2007), documentário que mergulha na produção artística dessas populações, prestigiando peças teatrais, espetáculos de dança contemporânea, saraus, shows de música. Pereira, que estuda ciências sociais, conta como o filme foi concebido: "A idéia era fazer um levantamento, um documentário a respeito da produção artística e principalmente da motivação do artista". E usar o cinema também teve um objetivo claro. "Ele assume um papel fundamental porque oferece um diálogo muito mais direto com as pessoas, por usar a música, a visão", esclarece Vidad, estudante de filosofia.

Mercado próprio
A qualidade dos trabalhos produzidos pela dupla não significa que não haja dificuldades para realizá-los. Conseguir todos os equipamentos, por exemplo, é muito caro. Mas a dificuldade é positiva no sentido de que abre espaço para uma possível inovação na linguagem do cinema. "Se não temos um trilho, por exemplo, vamos ter de improvisar", opina Pereira, que elogia o programa Valorização das Iniciativas Culturais (VAI), da Prefeitura de São Paulo, que dá apoio financeiro sem burocracia e com total liberdade de criação. Outro momento complicado é o da exibição. Com o acesso às salas de cinema bastante restrito, eles tiveram de buscar uma saída criativa. "Em vez de criar uma dependência do grande mercado, criamos o nosso próprio", conta Vidad. Além de videoteca popular e exibições alternativas, as produções da periferia ganharam espaço no Festival Internacional de Curtas de São Paulo, na seção KinoOikos - Formação do Olhar, que exibe trabalhos realizados em comunidades. A coordenadora do projeto, Moira Toledo, afirma que a sessão foi ampliada desde sua criação, em 2002. "A grande novidade deste ano ficou por conta do lançamento do site KinoOikos, em que disponibilizamos, para visualização e download, boa parte da produção audiovisual exibida desde 2004."

Também retratada pelo documentário Panorama - Arte na Periferia, a companhia de dança Sansacroma surgiu na região de M'Boi Mirim. Dirigido pela coreógrafa Gal Martins, o grupo trabalha com dança e teatro contemporâneos e cultura afro-brasileira em espetáculos como Imagens de um Só-Lano, último trabalho da companhia, que conta a história do poeta pernambucano Solano Trindade. Para Gal, a valorização das origens é essencial para mudar a realidade, marcada pelo preconceito. "A identidade é concebida como possibilidade de compartilhar coletivamente a existência", diz, "e é por meio dela que se constrói a igualdade na diversidade".

A imagem da violência na periferia, cultivada de fora para dentro, tende a ficar em segundo plano: "Não queremos reportar a violência, estamos falando da ebulição artística que está acontecendo e de como esse movimento é transformador", explica Pereira. A crença no poder de modificação social por meio da arte dá ainda mais força a esses produtores culturais, que, comprometidos com suas origens, revelam que a mobilização está apenas começando. Nos blogs dos projetos, é possível ler "Vem aí a Primeira Semana de Arte Moderna da Periferia".

Blogs

Panorama - Arte na Periferia: www.artenaperiferia.blogspot.com
CineBecos: www.becosevielaszs.blogspot.com
Cia. Sansacroma: www.ciasansacroma.blogspot.com