domingo, agosto 10, 2008

BIBLIOTECA BELMONTE - Programação

BIBLIOTECA PÚBLICA BELMONTE – Cultura Popular

Programação de Agosto

Mês do Folclore

Aproveitando o Dia do Folclore no Brasil, comemorado em 22 de agosto, a Biblioteca Temática de Cultura Popular Belmonte irá oferecer ao público, neste mês, uma programação especialmente voltada ao tema. Apesar desta expressão ser amplamente conhecida e utilizada, são poucos os que conhecem a sua origem e definição. Portanto, a fim de esclarecer e permitir que os educadores tenham um maior embasamento teórico para apresentar aos seus alunos manifestações da cultura popular nacional, a Biblioteca Belmonte promove a palestra “Afinal, folclore ou cultura popular?: a invenção dos conceitos e outras questões teóricas”, do Prof. Dr. Da Universidade de São Paulo (USP) Américo Pellegrini Filho, que irá discorrer sobre a origem da palavra “folclore”.
Além desta discussão acerca da etimologia da palavra, a programação também contemplará manifestações do folclore nacional, como o Bumba-meu-boi e outras danças maranhenses, que serão apresentadas ao público gratuitamente, no interior da biblioteca, pelo tradicional grupo Cupuaçu, de São Paulo. Também haverá exposição de figurinos, instrumentos e fotos das apresentações de Bumba-meu-boi do Cupuaçu, apresentação de contos e cantos pelo premiado ator João Acaiabe, o Tio Barnabé do Sítio do Pica-pau amarelo, acompanhado do violonista Léo Doktorzyk, e oficina de Coco de Alagoas, Cavalo Marinho e Fevro, ministrada pela pedagoga e pesquisadora manifestações populares Sílvia Lopes, que abordará as origens e ensinará passos.
Por último, privilegiando o lado poético de nossa cultura popular, a biblioteca convida o grande cordelista paraibano Manuel Monteiro, membro da Academia Brasileira de Cordel, para um recital de poesia e relato de sua rica história de vida, quando vendia seus cordéis pelas feiras do nordeste.

Palestra
Afinal, folclore ou cultura popular? A invenção dos conceitos e outras questões teóricas.
O Prof. Dr. Américo Pellegrini Filho (Universidade de São Paulo), especialista em cultura popular e autor de livros sobre o tema, irá ministrar palestra para interessados em geral, acerca da distinção conceitual entre as nominações “cultura popular” e “folclore”, além de abordar conceitos relacionados à literatura oral.
Sábado, 23 de agosto às 9 horas. Sala de Cultura Popular

Oficinas
Arte do Movimento na Cultura Popular: vivenciando o coco de Alagoas, o Cavalo Marinho e o Frevo. - Nesta oficina, a pedagoga e pesquisadora das manifestações populares brasileiras Silvia Lopes irá abordar a origem das manifestações, além de transmitir os seus passos e promover a reflexão sobre formas de ensiná-la.
Sábado, 30 de agosto, das 9 às 12horas - Sala de Oficinas

Confecção de Boi
Dorinha Santana, da equipe da Biblioteca, realizará oficina de confecção de boi-bumbá, ícone da cultura popular brasileira, a partir de materiais reciclados. Inscrições abertas. Em horários alternativos, a partir do dia 4 de agosto.

Contação de histórias
Livros e Contos dos 4 Cantos do Mundo, nos 4 Cantos da Praça
Atividade de extensão comunitária realizada na Praça Floriano Peixoto, que, juntamente com a Biblioteca Belmonte, integra a área histórico-cultural de Santo Amaro. No dia do folclore haverá contadores de histórias convidados narrando contos populares de várias partes do mundo. Livros que tratam do folclore regional do Brasil e do mundo poderão ser apreciados pelo público presente após a contação de histórias.
Sexta, dia 22 de agosto, às 11 horas na Praça Floriano Peixoto

Contos e cantos populares
O ator João Acaiabe, ganhador de vários prêmios como APCA, Mambembe, e Kikito, entre outros, já participou do Bambalalão na TV Cultura e é mais conhecido como o Tio Barnabé do Sítio do Pica-pau Amarelo. Acompanhado do violonista Léo Doktorzyk, ele apresentará contos populares para as crianças.
Terça-feira, 26 de agosto, das 9 às 11 horas e das 14 às 16 horas - Auditório Kiyomi Oba


Espaço Gourmet
A Sala de Contos recebe alunos de cursos de alfabetização de jovens e adultos para compartilhar um cardápio literário onde o folclore é o tema. Após as leituras, memórias infantis são invocadas com quadrinhas e parlendas apresentadas pelas mediadoras de leitura Iracy Vivan Cardoso e Andréa de Souza.
Sexta, 29 de agosto, às 14 horas. Sala de Contos


Bumba-meu-boi

Apresentação
O grupo paulista Cupuaçu, surgido no Morro do Querosene (região oeste da cidade de São Paulo) há 22 anos e liderado pelo maranhense Tião Carvalho, dedica-se à pesquisa, prática e ensino de danças populares brasileiras, sendo composto por gente de diversos lugares do Brasil, principalmente São Paulo e Maranhão. O grupo apresentará o Bumba-meu-boi maranhense e outras danças típicas deste estado.
Quarta-feira, 27 de agosto, às 14 horas - Auditório Kiyomi Oba

Exposição
Exposição de fotos, figurinos e instrumentos da tradicional "Festa do Boi" e de outras danças realizadas pelo Grupo Cupuaçu.
De 18 a 30 de agosto, das 10 às 17horas. - Saguão


Recital
Poesia e relato de história de vida
O ilustre cordelista e pesquisador paraibano Manuel Monteiro, membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel e um dos responsáveis pela adoção do cordel nas escolas públicas de Campina Grande, na Paraíba, conduzirá um recital de poesia na biblioteca.
Sexta, 15 de agosto às 9 horas - Auditório Kiyomi Oba


Não é 8 Nem 80: São 88 Histórias Contadas Dia 8/8/2008
Nessa data única no século, a Biblioteca Belmonte promove junto a outras instituições da região de Santo Amaro um dia inteiro de contação de histórias, em diferentes instituições, para o público de todas as idades. Serão histórias lidas, cantadas, contadas e declamadas. No repertório, lendas, fábulas, parábolas, cordel e contação de causos. Integram o roteiro das 88 histórias: bibliotecas comunitárias, escolas, creches, Centro de Cidadania da Mulher, Asilos, CEDECA, Casas de Cultura, Instituições financeiras, hospitais Unidades Básicas de Saúde e outras instituições.
Dia 8 de agosto, das 8 às 20 horas - Auditório Kiyomi Oba


Ler para Nascer
Em parceria com o Programa Saúde da Mulher e o Centro de Cidadania da Mulher, a Biblioteca Belmonte reúne mulheres e jovens grávidas para leitura de clássicos infantis recontados em poemas, cantigas de ninar, expressões plásticas e informações sobre saúde e direitos da mulher.
Dia 28 de agosto às 11horas - Sala de Contos

Atividades Regulares


Oficina de Xilogravura, por Valter Eduardo
Nesta oficina, os participantes aprendem a técnica de se fazer imagens por meio de madeira talhada e depois pintada, em que a imagem é transferida para o papel. Todas as quartas-feiras, das 14 às 17 horas - Sala de Oficinas

Oficinas Teatro Vocacional
Oficina permanente de teatro vocacional para jovens a partir de 14 anos, sob a coordenação do artista Felipe Brancaleão. Inscrições abertas com o orientador, na biblioteca. Todos dos sábados, das 9 às 16horas - Sala de Oficinas

Sarau Sertanejo, por Alcione Kosmos
No tradicional sarau, que é realizado na Biblioteca toda última sexta-feira do mês, o público canta, propõe músicas e interage com o organizador.
Sexta, 29 de agosto às 19horas. Auditório Kiyomi Oba

As Treze Visões do Largo 13
Biblioteca Belmonte em Santo Amaro será palco de uma série de quatro debates mensais (agosto, setembro, outubro, novembro) vinculados ao projeto premiado pelo VAI “As Treze Visões do Largo Treze de Maio”. O primeiro debate, denominado “Literatura, quem publica?” contará com a participação de pessoas importantes do cenário editorial, acadêmico e literário da cidade de São Paulo e da região de Santo Amaro. Mesa: “Literatura: Quem publica?”
Mediação: Patrícia Flores, poeta e editora.
Debatedores: Frederico Barbosa, poeta e diretor da Casa das Rosas. Antonio Vicente Pietroforte, escritor e professor da FFLCH-USP. Érika Pires, editora do jornal literário “O Treze”. Sonia Pereira, poeta . Binho, poeta. Elisa Buzzo, poeta e editora. Antes do debate haverá leitura de 30 minutos dos poetas presentes
Dia 23 de agosto, às 10 horas (Auditório Kiyomi Oba)

I Curso de Cinema e Reflexão sobre o Capitalismo


ILP Abre inscrições para I Curso de Cinema e Reflexão sobre o Capitalismo Do Instituto do Legislativo Paulista.

O Instituto do Legislativo Paulista (ILP) abre nesta segunda-feira, 11/8, inscrições para o I Curso de Cinema e Reflexão sobre o Capitalismo. As aulas, sempre às sextas-feiras, das 15h às 18h, terão início em 5/9 e seu término está previsto para o final do mês de novembro. As inscrições se encerram no dia 30/8.


Com carga horária de 34 horas/aula, divididas em 10 módulos, o curso será ministrado no auditório do ILP pela professora doutora Lygia Gonçalves Constantino, socióloga e arquiteta.

O curso é gratuito e são 50 vagas, destinadas ao público em geral. As inscrições devem ser feitas na página do instituto na internet, que pode ser acessada a partir do Portal da Assembléia Legislativa (www.al.sp.gov.br), clicando-se no ícone do Instituto do Legislativo, que se encontra no canto direito da página.


Criado com o objetivo de analisar criticamente a formação, as transformações e a consolidação da sociedade capitalista através da exibição de filmes e da discussão de textos, o curso pretende refletir criticamente sobre como o modus vivendi dentro deste sistema o realimenta, contribuindo para que se perpetue; e ainda identificar o relacionamento que se dá entre as esferas econômica, social, política e cultural na realidade do modo de produção capitalista, como parte de um mesmo processo.

Abordando desde a formação da sociedade capitalista "com um panorama geral da Europa no século XV e as grandes transformações socioeconômicas e culturais da Renascença" até as transformações tecnológicas e suas conseqüências culturais, o curso tratará criticamente da produção da mais-valia, da Revolução Industrial e da consolidação do capitalismo, entre outros temas como trabalho, cultura e ideologia.
Serão exibidos e debatidos nas aulas expositivas textos e os seguintes filmes: Giordano Bruno; Daens: um grito de justiça; Casanova e a revolução; A classe operária vai ao paraíso; Tempos modernos; Um dia muito especial; Mephisto; O grande ditador; Cidadão Kane; Muito além do cidadão Kane; 1984.

Construindo o Poder Popular

Debate com

Plinio de Arruda Sampaio

Presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária – ABRA e ex-candidato a governador pelo Psol
e
Mari Almeida
Candidata a vereadora pelo Psol
Trabalhou no governo da Venezuela em 2006 e 2007


Data: Quarta, 13/08, às 19:30

Local: Fábrica de Criatividade
Rua Dr. Luís da Fonseca Galvão, 248 – Próximo ao Terminal Capelinha e à Estação Capão Redondo do Metrô.




Boteco Político

no Bar do Binho

com a candidata a vereadora Mari Almeida

um encontro para tomar cerveja e discutir política

Data: Quinta, 14/08, às 20:00

Local: Bar do Binho
Rua Avelino Lemos Junior, 60 - Campo Limpo
(Próximo à Uniban)



"...enquanto a política não assegurar a libertação cultural de nossa América, a cultura deverá abrir o caminho para a libertação política". Julio Cortázar

terça-feira, agosto 05, 2008

Toró no Binho e Cooperifa


Salve, Povo. Licença.

Edições Toró na responsa de desenrolar o revide e dar chão à raiz, convida pro lançamento do livro “CONDE” – Coletânea de pinturas e textos desse grande artista plástico que nos deixou recentemente.

Conde marcou os bairros do Jd.João 23, Jd.Uirapuru, Jd.Arpoador e Cohab Educandário, onde cresceu órfão de pai e de mãe e espraiou por vielas e ladeiras a boniteza e o ardido dos seus quadros, murais e esculturas. Pintor e ativista, foi fundador da Associação Amigos Artistas e Artesões do Jardim Arpoador e fez dos barracos onde morou ateliês abertos, onde recebia a juventude pra tintar, musicar e modelar.

Suas dezenas de quadros e grafites cavucaram o imaginário, as estripulias, sanhas e senhas do povo preto e favelado, além de salientar a presença das culturas indígenas, entre a tragédia e a ternura, mesclando realismo e fantasia nas suas figuras, retratos e viagens.

Recolher a obra de Conde, em livro, pretende rasgar e adoçar caminhos pra que a obra desse mano chegue ao povo, aos museus, catálogos, bibliotecas, escolas e ganhe realce dentro das linhagens das artes plásticas negras brasileiras.

O livro traz escritos alguns poemas e reflexões do artista, mais textos de JPR (que enfatiza a passagem de Conde pelas quebradas da zona oeste e cita influências cotidianas e ancestrais da sua obra) e de Marcelo D´Salete ( que, como artista plástico e estudioso, detalha elementos da originalidade do trabalho de Conde).

É SÓ CHEGAR

DIA 11/08, SEGUNDA-FEIRA, a partir das 21 hs

A partir das 21h, no Sarau do Bar do Binho, ponte de sabedorias e traquinages. Rua Avelino Lemos Júnior, 60, esquina com a Cel. Souza Ferraz, pertinho do Largo do Campo Limpo. Entre o posto e o caldo de mocotó. Fone: 5844 6521.

DIA 13/08, QUARTA-FEIRA, a partir das 21 hs

Às 21h, na Cooperifa. Onde mora o tição, a ciência, o sereno e a gana da Poesia. Rua Bartolomeu dos Santos, 797, Chácara Santana. Fone: 5891 7403.



Literatura. Lançamento de mais um livro das edições Toró


quinta-feira, julho 24, 2008

Exibição dia 27/07 na casa de cultura

17 horas

AS AVENTURAS DE AZUR E ASMAR (animação, mesmo diretor de Kiriku)

Direção: Michel Ocelot

Azur é loiro e tem olhos azuis; Asmar tem cabelo e olhos escuros. Quando crianças, os dois cresceram e se amaram como se fossem irmãos. No entanto, a idade adulta reserva à dupla uma série de perigos em meio à rivalidade.









19 horas

ESTAMIRA (documentário)

Direção: Marcos Prado

A Estamira que dá nome ao documentário tem 63 anos. Com problemas mentais, ela trabalha há mais de duas décadas no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro. O filme traça um perfil dessa interessante mulher, colocando em pauta assuntos como a saúde pública, a vida nos aterros cariocas e a miséria brasileira.

trailer: http://br.youtube.com/watch?v=v9ik-M5k0K4

Endereço:
Casa Popular de Cultura de M Boi Mirim
Av. Inácio Dias da Silva, s/nº, Piraporinha. Zona sul de São Paulo
Tel.: 5514-3408 / 7620 6233

GRÁTIS




sábado, julho 19, 2008

FESTA UMOJA NO PARQUE ECOLÓGICO

CineBecos e Glauber Rocha na Cooperifa

CineBecos apresenta no sarau da Cooperifa

Maranhão 66
11 minutos
Direção: Glauber Rocha
Ano de Lançamento: 1966
Documentário que registra a posse de José Sarney como governador do Maranhão. Foi financiado pelo próprio evento que marcou o início do domínio político da família Sarney no Estado, que perdura até hoje. Em contraponto ao discurso de posse e da multidão em celebração, o filme mostra a miséria da população a ser governada.

23/07, quarta - 20:30h

Grátis

Rua Bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana - Zona Sul - SP

quinta-feira, julho 10, 2008

segunda-feira, julho 07, 2008

quinta-feira, maio 08, 2008

VIII - Mostra de Teatro

da Casa Popular de Cultura de M Boi Mirim

Clique no cartaz pra ampliar

Bolívia: o imperialismo contra-ataca.

Esse vem lá da Rádioagência Notícias do Planalto.

A democracia, a integridade territorial e o avanço de um projeto de governo popular na Bolívia estão em risco. O referendo popular sobre a autonomia da província de Santa Cruz de la Sierra, realizado agora no início de maio, deixou evidente a divisão de interesses entre a maioria do povo boliviano – em sua maioria indígena - e a minoria branca que vive em uma das regiões mais ricas do país.

Leia o restante do texto em
http://www.radioagencianp.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=4561&Itemid=43

NCA NA ATIVA


Dia
31 de Maio (sábado) não percam...


Inauguração da Videoteca Popular, segundo ano de apoio do VAI pela Prefeitura de São Paulo.

Projeto dedicado a disseminação de vídeos gratuitamente, através de emprestimos regulares de conteúdos independentes e de circuitos alternativos num acervo de mais de 500 títulos,
dos raros aos novos talentos.

Presenças de:

-Trupe Fuleragem
(Espetáculo teatral: Fora do trilho)
-O Encanta Realejo
(Música e intervenções cênicas)
Poesia com Binho e convidados
e Exibição de vídeos (NCA e Outros)

às 16:00hs no CEDECA-Interlagos
Rua Nossa Sra. do Nazaré, 51 - Cidade Dutra

Como chegar:
No Term. Sto Amaro pegar a lotação Vila natal e descer no ponto mais próximo do supermercado Sonda na Cidade Dutra.

Vamô chegá!!!
Sejemos canibais de nós mesmos, essa é a antropofagia periférica que transforma!!!

Parceiros:
CEDECA- Interlagos e Ação Educativa.

Confira abaixo um dos vídeo do NCA, Núcleo de Comunicação Alternativa

Nhanhonhama Paulista
A correria da grande São Paulo pede uma pausa para o café, não?!



PRO CINEMA SAMBAR

dia 24/05, sábado, às 19hs

com a Roda de Samba Cênica do BAND´DOIDO,

saída de Maracatu e Maculelê dos meninos da Casa de Cultura M´Boi Mirim.

O Filme da vez será de Chaplin O GAROTO, imaginem que lindo esse filme ao ar livre e depois uma roda de samba daquelas, no chão de terra!!!

Local: Na favela Felicidade, no Jd Ibirapuera, região do M´Boi Mirim. Em frente ao Campo de Fultebol.

Será servido caldo de feijão!!!

Maiores informações: Fone - 5852-5439 ou 8146 4358

Para ficar sabendo de outras atividades do grupo, entre acessem http://esseteatrodasamba.blogspot.com

terça-feira, maio 06, 2008

Pílula de Cultura Feira Preta na Casa das Caldeiras

teaser feira.png

Pílula de Cultura Feira Preta: “Casa das Caldeiras se prepara para celebrar os 120 Anos da Abolição da Escravatura”

A Casa das Caldeiras se prepara para mais uma edição da Pílula. Com uma proposta colaborativa, a Pílula de Cultura Feira Preta chega à terceira edição celebrando os 120 da Abolição da Escravatura. A miscelânea de diferentes vertentes artísticas proporciona o intercâmbio e a reflexão sobre a cultura negra hoje, passado os 120 anos de libertação dos escravos.

O evento está programado para o dia 11 de Maio, das 15h às 20h. Em 2008, a abolição da escravatura no Brasil completa 120 anos. O Brasil foi o último país nas Américas a extinguir a escravidão.

Promovida pela Pretamultimidia em parceria com a Casa das Caldeiras, a edição do evento reafirma a reflexão sobre “Qual É O Espaço da Cultura Negra Hoje”, trazendo apresentações culturais tipicamente afro-brasileiras.

Será montada uma programação especial, para comemorar a abolição e 1 (um) ano de existência da ”Agenda Cultural da Periferia”, iniciativa da ONG Ação Educativa. Artistas periféricos serão as grandes atrações do evento.

O Sarau de artes abrigará também um encontro de literários, que espalham suas poesias pelas periferias da Grande São Paulo. E mais, exibição de curtas, oficinas de percussão e artes plásticas com os artistas Zé Benedito e Jorge do Núcleo Interdisciplinar Afro. No dia das mães o público terá a chance de fazer comprinhas de alguns expositores da Feira Preta que farão parte da programação, comercializando produtos voltados ao segmento étnico.

O Projeto Pílulas de Cultura Feira Preta, faz parte do projeto "Todos os domingos", cuja proposta é possibilitar o público a passear pelo espaço da Casa das Caldeiras, conhecer a história do edifício de maneira lúdica, numa visita monitorada ao Patrimônio. Poderá também assistir às apresentações dos artistas em residência, se surpreender com eventuais espetáculos, performances, oficinas, ciclos de palestras e pesquisa, documentação artística e cultural.


11/05 - 15às 20h - grátis - Casa das Caldeiras: Av Francisco Matarazzo 2000 Água Branca - próx ao metrô Barra Funda - E-mail: feirapreta@uol.com.br

sábado, maio 03, 2008

Hip-Hop é desrespeitado na virada Cultural

Por Elizandra Batista

Texto furtado do site http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=37037
03/05/2008

Mais uma vez, o hip-hop não é tratado com respeito na Virada Cultural. Lendo o Jornal da Tarde do dia 28/04 na seção variedades, vi a seguinte manchete “PM faz revista no palco de hip-hop”. Nessa notícia continha a seguinte declaração do Secretário de Cultura Carlos Augusto Calil: “Criamos condições para que o público de hip-hop, por exemplo, que tem um comportamento diferenciado, possa curtir a festa deles”.


Noite do dia 26 e madrugada de 27 de abril 2008
Desde que soube, onde seria o palco destinado ao hip-hop e a black music fiquei um tanto inquieta. Pois era no local mais afastado das outras atrações da Virada Cultural 4º edição.


Só quando cheguei ao local - Praça Cívica Ulysses Guimarães no Parque Dom Pedro, por volta das 23:40h - que pude confirmar algumas indagações.
Após sair do Terminal Pq. Dom Pedro, comecei a caminhar seguindo uma música bem distante. Passei por um corredor super escuro, cercado de grades, como se estivesse indo para uma armadilha ou um labirinto. Só continuei por verificar que havia um fluxo considerável de pessoas, indo para essa mesma direção.
Entrei em choque, quando vi uma fila de irmãos e irmãs, na sua maioria negros, sendo revistados por um número elevado de policiais militares. Não era permitido entrar com bebidas de qualquer natureza, nem mesmo água.


O local era pouco iluminado, cercado por grades e preenchido por policiais estrategicamente posicionados para agir, com suas viaturas com as portas abertas e faróis acessos. A cavalaria também se fez presente para “capturar um possível fujão que se embrenhasse mata adentro”.



O local foi denominado de “Baile Chique”, um tanto contraditório com o ambiente escolhido para inserir essa atividade. Deve ser uma abreviatura de chiqueiro, ou seja, lugar imundo.



No momento que cheguei próxima do palco, o lendário Pepeu estava cantando suas músicas e o público acompanhando em coro.
A próxima apresentação foi do grupo DMN, que iniciou com a música Racistas Otários do Racionais Mc’s: “(...)Racistas otários nos deixem em paz... Os poderosos são covardes desleais, espancam negros nas ruas por motivos banais. E nossos ancestrais, por igualdade lutaram, se rebelaram, morreram. E hoje o que fazemos? Assistimos a tudo de braços cruzados, até parece que nem somos nós os prejudicados. Enquanto você sossegado foge da questão, eles circulam na rua com uma descrição que é parecida com a sua: cabelo, cor e feição. Será que eles vêem em nós um marginal padrão?...”

Essa letra trazia o desabafo encurralado do público, que a recebeu com as mãos pra cima e cantando junto. Depois o grupo cantou suas próprias composições.
Em seqüência, o DJ Hum assumiu as pick’ups com diversas canções que recordava os grandes bailes black’s.

Por um bom tempo, nenhum grupo subiu e a tão esperada Banda Black Rio atrasou por aproximadamente duas horas.

Se o clima do ambiente no inicio era tenso, se tornou hostil percebia-se uma movimentação e aproximação muito intensa por parte da polícia. Sobe ao palco a Banda Black Rio que cantou algumas músicas. Na metade do show, o vocalista citou que ainda temos censura e ouvi o nome do grupo Racionais Mc’s. Como o som não estava nítido, imaginei que fosse a participação do Brown, mas ninguém entrou no palco e minha frustração cresceu quando a banda encerrou a apresentação.

O público dispersou e saiu da jaulinha dos pretos. Fui aos outros locais, mas nenhum chegava perto da recepção que tivemos, pouco policiamento, som de boa qualidade, bebidas circulando sem limites, o chão asfaltado, etc.
Fiquei um pouco no samba, mas para esperar circulação dos ônibus pra minha



quebrada. Não tive mais vontade de prestigiar um evento que não respeita os meus iguais.

Não é a primeira vez que o hip-hop recebe tratamento inferiorizado em relação aos demais estilos musicais, por parte da organização da Virada Cultural. Freqüento este evento desde 2006, na 2ª edição no qual homenageava os 20 anos de hip-hop na São Bento. Todos os outros gêneros tinham palcos grandes e equipamentos de som com excelente qualidade, para o hip-hop restou uma tenda que era usada como camarim pelos demais e de presente um som de péssima qualidade.



Em 2007, na 3ª edição do evento, só vou acrescentar que quando começou a ter rap no palco na Praça da Sé, a polícia começou a aparecer em grande número, o som ficou ruim e os telões foram desligados. O resto todo mundo está cansado de saber.



O que será que nos espera para a 5ª edição? Continuaremos passivos participando de atividades que não nos contempla e nos marginaliza, assistindo assim mais um capítulo desse preconceito institucionalizado?

Após Virada Cultural, 4ª edição 2008....

Balanço Rap- 105 FM – 27/04/2008
Meu domingo foi melancólico e com sentimentos de revolta, que só aumentou a noite ao ouvir o Balanço Rap. Ice Blue, integrante do grupo Racionais Mc’s relatou que o Ministério Público proibiu a participação de Mano Brown no show da Banda Black Rio. Mas não mencionou a acusação e até o momento não foi falado mais nada a respeito.


Leia também matéria na Revista Fórum: Apartheid: espaço negro é discriminado e vigiado na Virada Cultural, por: Dennis de Oliveira.
Professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, jornalista, doutor em Ciências da Comunicação pela ECA/USP, presidente do Celacc (Centro de Estudos Latino Americanos de Cultura e Comunicação) e membro do Neinb (Núcleo de Estudos Interdisciplinares do Negro Brasileiro).
http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=2764



Elizandra Batista de Souza, 24 anos, poeta, estudante de jornalismo do Mackenzie, redatora da Agenda Cultural da Periferia - Ação Educativa e poeta.

2 MESES E 23 MINUTOS

Mães, cozinheiras e crianças do Acampamento João Cândido (MTST) em Itapecerica da Serra na ocupação que concentrou 4 mil famílias na região metropolitana de São Paulo em apenas 2 meses.

Direção e fotografia: Rogério Pixote e Fábio Ranzani
Produção: Daniela Bortman
Edição: Paulo Caldas
Finalização: 13 Produções
Realizado no primeiro semestre de 2007

A continuação do vídeo pode ser encontrada nos endereços abaixo ou na barra de vídeos a sua direita
Parte 2
http://br.youtube.com/watch?v=pNYWrAiNiAM
Parte 3
http://br.youtube.com/watch?v=HORUhpkQQ8w&feature=related