sexta-feira, agosto 18, 2006

Cinema na quebrada

Sessão de Cinema Gratuita

Filme: Uma Onda No Ar

18/08 Sexta feira às 18h00
Local: Campinho, Rua Primo Morati (próximo à avenida Fim de Semana)
19/08 Sábado às 18h00
Bloco do Beco, Rua Salgueiro do Campo, 383, Jd. Ibirapuera
Realização: Mucca

quinta-feira, agosto 17, 2006

Uma tarde para ouvir e contar historias

Encontro sobre Contação de histórias africanas na ONG Papel Jornal
Dia 19/08 – Sábado – às 14h30
Neide Almeida, coordenadora do Museu Afrobrasil, é a convidada da ONG Papel Jornal para falar sobre a importância da preservação da tradição oral e da prática de ouvir e contar histórias para a construção do imaginário e da identidade, especialmente às histórias e experiências brasileiras e de origem africanas.
Os participantes terão a oportunidade de ouvir histórias contadas e lidas e iniciar uma reflexão a respeito da importância da narrativa oral na preservação da memória e na construção do imaginário e da identidade.
Local: ONG Papel Jornal - Ivirapema, 42A Jd. Ranieri ( próimo do terminal do jardim ângela)
Informações: 5831 5954 c/ Juliana Santos das 12h às 16h.

Mãe preta, me conta uma história...
Então fecha os olhos filhinho:
Longe, longe era uma vez o Congo. Despois...'"
(Raul Bopp).

segunda-feira, agosto 07, 2006

Poesia Nômade do Poeta periferico Sales

O Dia Termina
No terminar um novo começo
Sinto saudades de meus amigos
Do meu antigo endereço,
Tenho lembranças de minha origem
Minha infância no litoral
Inevitável ingressar no nomadismo
E circular território nacional.
Assim é a vida de um nordestino
Ao relento, empurrado pelo vento.
A procura dum destino
A sorte influência;
Mas não predomina não
Muitos têm sorte e sem projeto
A caminhada fica em vão.
Tenho recordações de um nordestino
Que na vida venceu
Mas a batalha foi sofrida
Lhe custou toda uma vida
E o nordestino adormeceu.

quarta-feira, agosto 02, 2006

Debate sobre a Educação

O Fórum de Juventude de São Paulo (FJSP) realizará nodia 05 de agosto (sábado) um debate sobre educação ejuventude. A proposta faz parte dos esforços do FJSP deformulação de uma plataforma de políticas dirigidasaos jovens do Estado de São Paulo, que será entregueaos candidatos ao governo estadual.O FJSP é um espaço de articulação de grupos,movimentos e organizações que atuam em torno daconstituição de políticas públicas que garantam osdireitos dos/das jovens.
Participem e divulguem!
Quando: 05/08/2006
Horário: 14h00
Local: Auditório da Ação Educativa (Rua GeneralJardim, 660 - Vila Buarque) Próximo ao Metrô RepúblicaMais informações: (11) 3151-2333 r.141

segunda-feira, julho 31, 2006

A mídia, eleições e a economia

Acredito que não seja só eu, mas todos nós temos observado nos últimos meses um debate que pode revelar muito de alguns interesses. Os fatos:
- A chamada grande mídia, há algum tempo, demonstrava estar muito preocupada com a economia que o governo brasileiro estava fazendo para pagar os juros da dívida, o tão chamado "superávit primário". Para eles, naquele momento, aquela economia estava exagerada, muito alta, o que inibia o investimento público.
- De repente, por motivos que sabemos bem, há uma mudança de posição, e a preocupação passa a ser o fato de o governo estar diminuindo o superáviti, ou seja, a quantidade destinada para pagar os juros da dívida. A preocupação passa a ser agora o aumento dos gastos do governo (ou aumento do investimento público, como diz alguns).

Vocês não acham estranho essa mudança/contradição? Penso o seguinte: há um certo setor da sociedade que teme um beneficiamento para o governo, o que pode ter bons efeitos eleitorais para Lula, com o aumento de gastos do governo.
Que pensamento econômico mais imediatista... depois reclamam do país em que vivemos.

Por Anderson Rodrigues

Materia sobre o Cooperifa na Folha

'Salve, guerreiros'
DA REVISTA DA FOLHA

"Não tem erro. Pega a estrada de M'Boi Mirim, quando passar a igreja de Piraporinha, vira à direita e vai dar de cara com a padoca. Na bifurcação, tem uma ladeirona, sobe e já é. Firmeza?" São essas as coordenadas de Alessandro Buzo para quem deseja chegar ao bar do Zé Batidão, sede do Sarau da Cooperifa, que acontece toda quarta-feira, às 20h30.
No boteco, cerca de 200 pessoas dividem-se entre as mesas de plástico e a mureta do quintal. Cerveja de garrafa, carne-seca com mandioca cozida e um drinque especial, a "gostosinha", caipirinha limão com dois dedos de mel no fundo do copo e um palito de sorvete para mexer. São os carros-chefe da casa.
À espera da atração principal da noite, um telão entretém o público . No pano branco pendurado numa corda de varal amarela com pregadores de roupa coloridos são exibidos filme realizados pela comunidade. Num deles, a história de Dona Maria, uma moradora do bairro que morreu vítima de leptospirose. "Não vamos jogar lixo na rua, galera." O outro é um curta-metragem sobre um menino que "pegou cana" por causa de um vacilo.
Na penumbra, por causa da projeção, Daniela Meira, 22, anda entre as mesas perguntando para os guerreiros: "E aí, vai declamar?" É ela quem faz as inscrições dos poetas, anotando nomes dos candidatos em um bloquinho improvisado com folhas de caderno arrancadas. "Hoje tá batendo nos 30 inscritos para declamar, mas tem dia que vai a 50", conta. Ela mesma se inscreveu para falar uma história que já foi dela, mas não é mais. A poesia de uma garota que tomou um fora, chamada "Menina de Contrastes".
Aplausos depois do filme. Sandro Vaz, o MC (mestre de cerimônias) do evento e criador da Cooperifa, pega um microfone, enquanto o pano é recolhido pela galera. Atrás dele, surgem uma bandeira do Brasil ao lado de uma placa que avisa: "O silêncio é uma prece".
"Salve, guerreiros", saúda o MC, que avisa para quem quiser conversar que o faça naquele momento ou cale-se para sempre, porque o sarau está para começar. Segundos depois, como uma campainha de teatro, estão todos calados, olhos fixos no canto do bar, onde os poetas se apresentarão. Nesse momento, uma brasília velha faz barulho ao subir a ladeira e recebe olhares nada amistosos.
"Salve, povo bonito", grita, e é ovacionado com palmas e assobios. O ritual de iniciação segue: "Povo bonito, povo inteligente, fora inveja, mediocridade. Hoje, conseguimos fazer menos 200 pessoas assistirem à Regina Duarte. Enquanto bombardeiam o Líbano, nós vamos comungar a paz. Uh, Cooperifa!" Muitos aplausos. "Sales, é teu, irmão." Passa o microfone pro truta e começa o sarau.
A gostosinha e a cerveja gelada continuam rolando. Ao final de cada poesia, uma salva de palmas. Tem declamador que aparece com papelzinho, tem rapper performático e mulherada contado sua história de amor em versos. Tem até quem não levou poesia pronta, mas leu um trecho de Charles Bukowski, e o apresentou à galera como o "bêbado-mor". Na platéia, os guerreiros de cabelo black power, agasalho de capuz e colar longo no peito tiram as mãos do bolso para aplaudir a todos. Curiosos começam a rondar, desconfiados, mas de cara recebem um salve e ficam "de boa, sem atravessar". As mulheres negras são enaltecidas e não há nenhuma loira (verdadeira ou falsa) na geral.
Um dos declamadores termina dizendo que Ferreira Gullar só terá valor se deixar a USP e for à periferia. Eis que Sandro agarra o microfone e incita. "Não, irmão, ele não precisa vir aqui, não. Nós é que vamos lá. Queremos os 50% que são nossos. Vamos tirar aquele bando de vagabundo e colocar a malandragem lá!" O bar vem abaixo.
Lá pelas 23h30, o salve final. Como final de missa, os cooperiféricos se abraçam, se despendem e vão deixando o recinto. Um ou outro pede a saideira.
Na próxima quarta tem mais.

MANIFESTO REVISTA DA FOLHA ATRAVESSA NO SARAU DA COOPERIFA

Neste domingo o jornal Folha de São Paulo veio com uma matéria sobre escritores da periferia comandada pelo escritor Joca R. Terron. Ele teve a missão de contar a história de alguns deles, no caso, eu, Alessandro Buzo (que conseguiu a matéria), Sacolinha e a Dinha. Até aí tudo bem, pois a única mancada foi um problema de edição, em que parece que somos nós os criadores da FLAP, mas que ele se explica no seu blog (www.heelhotel.blogger.com.br) e dá os devidos creditos a quem merece, Ana Rusche e o pessoal do projeto identidade.
As fotos do João Wainer ficaram muito loucas. Rara sensibilidade. Ele entendeu como poucos o que é realmente o sarau da Cooperifa e seus poetas.
Já a jornalista, Marianne Piemonte, que esteve no sarau e escreveu a matéria "Salve, guerreiros"- na mesma revista-, parecia que estava em outro lugar, tamanha falta de sensibilidade. Começa dizendo que os documentários que a gente apresenta antes do sarau "entretém" as pessoas, quando na verdade educa. O cine becos e vielas tem apresentado vários curtas e documentários para nos suprir a falta de cinema e nos desentoxicar do excesso de filme americano que nos enfiam goela abaixo. Entendeu?
O sarau vai completar cinco anos de vida, por isso, quando ela diz que os curiosos começam a rondar desconfiados (com o quê, com a poesia?), recebem um salve e não atravessam. Ali ninguém atravessa e nunca atravessou, aliás, nós que atravessávamos a ponte para ter cultura, e hoje, alguns amigos estão fazendo o caminho contrário, só para nos ver. Eu disse os amigos.
Diz também que ao ouvirmos um barulho de uma brasília velha lançamos olhares poucos amistosos para o veículo. Nós não temos olhares poucos amistosos, nós somos amistosos! Apesar de tudo e de todos, nós somos amistosos. Apesar da nossa poesia contundente, somos amistosos. O que não pode ser confundido com exóticos. Nunca, nós não permitimos isso.
Quando ela se refere ao que eu disse referente à USP comete outro equívoco. Não quero colocar a malandragem lá (que malandragem?), muito pelo contrário, gostaria que a malandragem saísse de lá.
As mulheres negras são enaltecidas, mas há também loiras por lá, que também são bem-vindas, mesmo depois da reportagem que afirma que elas não frequentam o sarau. Todos são bem-vindos: poetas, escritores, branco, preto, amarelo, atores e atrizes, cineastas, músicos, artistas em geral, e principalmente, a comunidade, a nossa razão de ser.
Nós que sofremos tantos preconceitos não somos capazes de cometê-los. Nem com jornalistas.
O envolvimento dela com o sarau foi tanto que me chama de Sandro na matéria, o mc Sandro Vaz. "Eu só quero é ser feliz...". Esse tal de Sandro até que me ajudou a se defender das críticas que estou recebendo pelo telefone e pelos imeios que não param de chegar.
O povo tá indignado, alguns acham que, por conta das palavras inseridas no texto da matéria -truta, ronda, olhares poucos amistosos, capuz, desconfiados, ficam de boa, não atravessam, etc.-, mais parecia uma reportagem do Brasil Urgente, do Datena, e não um sarau de poesia.
Se ela soubesse o quanto a gente tem feito e faz por um mundo melhor na periferia...
Aos que conhecem e frequentam o sarau da Cooperifa, e que já leram e viram outras matérias positivas sobre nós, peço que desconsiderem essa deselegância cometida pela jornalista na revista da folha. Seguiremos, mesmos com as pedras no nosso caminho.

A todos que se sentiram ofendidos com a falta de sensibilidade da matéria, eu peço desculpas, foi eu quem deixou a porta aberta.

No mais, todos são bem-vindos. Todos!

Sérgio Vaz
poeta


Assine o manifesto:

Sacolinha-escritor
Jeferson De-Cineasta
Alessandro Buzo-escritor
Sõnia Heloisa
Mariana Gramacho
Elizandra Batista de Souza - Poeta

sexta-feira, julho 21, 2006

Cine Becos na Cooperifa





Na última quarta-feira, na Cooperifa, o Cine Becos exibiu o documentário feito pelo Movimento
dos Trabalhadores sem Teto " direitos esquecidos moradia na periferia". Esse documentário
foi exibido no ano passado no horário do programa preconceiuoso do João Kleber.Que foi
denunciado e teve que pagar uma multa e dar espaço do seu programa para os movimentos
sociais. Confira as fotos do cine becos na cooperifa.

quinta-feira, julho 20, 2006

Da periferia ao Líbano

Na periferia do mundo.
Enquanto escrevo, o estado de Israel bombardeia o país dos familiares dos meus amigos, Ali Sati, Walter e Fauez, o Líbano. Se já não bastassem as duzentas mil vidas libanesas desperdiças em outras guerras estúpidas, o estado judeu quer mais, e para o Hizbollah, tanto faz. Mas o povo, esse que ninguém ouve, pede Paz.Sinto-me fraco, pois, contra fuzis e canhões, só tenho um poema para oferecer à comunidade Árabe do Brasil, e, principalmente a que reside no Pirajussara, em Taboão da Serra. Na minha opinião o Brasil e o Líbano ficam na periferia do mundo, acho que é por isso que a gente se identifica tanto, e é por isso que as nossas guerras não doem no primeiro mundo da humanidade.Nosso suor, nosso sangue, nossas lágrimas não são bem-vindas no coração dos poderosos, que vêem na morte a única saída para a paz. O silêncio também mata.É apenas um poema, só um poema, sei da insignificância desse poema, mas também sei da grandeza desse povo que trata todo amigo como se fosse majestade, mesmo sendo um poeta tão pequeno como eu. Apesar da dor, lembrei-me do poeta Mário Quintana “... eles passarão, vocês passarinho”.Aceitem um poema,Aceitem minhas lágrimas.
Em respeito aos que não lerão.
A GUERRA DOS BOTÕES.
Permito-me sonhar
Vendo soldados plantados nas trincheiras
Descansando sob as sombras
De um enorme cogumelo de pétalas
Explodindo no céu.
A primavera
Invadindo campos minados
Com suas guerreiras margaridas,
Fardadas pela seda pura da manhã,
Marchando para um novo dia.
E os senhores da guerra
Aguardando ansiosos
O momento de apertarem seus botões...
Lindos botões de rosas
Estampados na lapela.
Por Sérgio Vaz

segunda-feira, julho 17, 2006

Aula de cidadania. Reconstruindo as relações na sociedade


Cidadania & Política
As novas relações de trabalho no mundo globalizado
Dia 18/07, 3a. feira, às 14 horas
  • O que farei quando terminar os estudos?
  • Haverá lugar no mercado de trabalho ou o desemprego veio para ficar?
  • Reduzindo os direitos do trabalhador haverá mais emprego?


    A Papel Jornal, Associação de incentivo às comunicações, promove diálogos e reflexões sobre questões de interesse dos jovens e da comunidade, duas vezes por mês, na Oficina de Cidadania.


    Local: ONG Papel Jornal - Av. Ivirapema, 42A - Jd. Ranieri.
    Quem pode participar: Debate aberto aos jovens e à comunidade
    Informações: 5831 5954 das 13h às 16h c/ Juliana
  • Facilitador: Medeiros Filho, Jornalista.

Cidadania & Política
As novas relações de trabalho no mundo globalizado
Dia 18/07, 3a. feira, às 14 horas
  • O que farei quando terminar os estudos?
  • Haverá lugar no mercado de trabalho ou o desemprego veio para ficar?
  • Reduzindo os direitos do trabalhador haverá mais emprego?


    A Papel Jornal, Associação de incentivo às comunicações, promove diálogos e reflexões sobre questões de interesse dos jovens e da comunidade, duas vezes por mês, na Oficina de Cidadania.


    Local: ONG Papel Jornal - Av. Ivirapema, 42A - Jd. Ranieri.
    Quem pode participar: Debate aberto aos jovens e à comunidade
    Informações: 5831 5954 das 13h às 16h c/ Juliana
  • Facilitador: Medeiros Filho, Jornalista.

sexta-feira, julho 14, 2006

ADIADO

quarta-feira, julho 12, 2006

CINE BECOS NA COOPERIFA !!!NÃO PERCAM DOCUMENTARIO DO MTST!!!


Sarau da Cooperifa no Acampamento Chico Mendes

CINEMA NA COOPERIFA
"Quem tem olhos de ver que veja
Quem tem ouvidos de ouvir que ouça"


Documentário "Direitos Esquecidos: Moradia na Periferia"
Produzido pelo MTST ( Movimento dos Trabalhadores Sem Teto)- Acampamento Chico Mendes.

Exibido na Rede TV por determinação da Justiça em setembro de 2005 como forma de punição ao programa do apresentador João Kleber.

Um registro da luta do povo pobre que respira dignidade.

Apoios:

VAI (Programa de Valorização de Iniciativas Culturais)
FELCO (Festival Latino da Causa Obreira)

Dia 19/07 às 20:00


No sarau da Cooperifa - Bar do Zé Batidão
Endereço: Rua Bartolomeu dos Santos, 797 Jd. Guarujá
Próximo a igreja de Piraporinha
São Paulo-Z/S
Informações: 3453 0433

segunda-feira, junho 26, 2006

Cidadania & Política

Cidadania & Política


Quem tem medo da globalização?


Cresce a riqueza no planeta e também o número de pobres. Será que os governos não podem mais fazer nada?

A globalização das ONGs, da responsabilidade social, dos ecologistas. Afinal, o mundo está ficando melhor ou pior?



Orientador: Barnabé Medeiros Filho: Jornalista há 30 anos, trabalhou em jornais (entre os quais Folha de S. Paulo e O Globo), revistas e rádio. Participou da cobertura das grandes greves do ABC (1979 e 1980) e do movimento pelas Diretas Já. Atualmente atua como Consultor em Voluntariado, prestando serviço a empresas interessadas em implantar programas de mobilização de seus funcionários. Tem três livros publicados, dois sobre voluntariado e o terceiro sobre a experiência de mobilização social da ONG Cidade Escola Aprendiz.



Quando: 04 de julho (terça-feira)

Horário: 14 horas

Quem pode participar: Alunos da ONG e Comunidade

Local: ONG Papel Jornal - Av. Ivirapema,42A - Jd. Ranieri
Informações: 5831 5954 das 13h às 16h c/ Juliana

segunda-feira, junho 05, 2006

CINE BECOS APRESENTA: NOTICIAS DE UMA GUERRA PARTICULAR



Eleito um dos melhores filmes brasileiros contemporâneos pela Revista de Cinema e vencedor da competição nacional de documentários do festival É Tudo Verdade, Notícias de uma guerra particular é um amplo e contundente retrato da violência no Rio de Janeiro. Flagrantes do cotidiano das favelas dominadas pelo tráfico de drogas alternam-se a entrevistas com todos os envolvidos no conflito entre traficantes e policiais - incluindo moradores que vivem no meio do fogo cruzado e especialistas em segurança pública. A realidade da violência é apresentada sem meio-tons e da forma mais abrangente possível, tornando patente o absurdo de uma guerra sem fim e sem vencedores possíveis.

Traga sua família!

Domingo, dia 11 de junho de 2006 - 17h – grátis

Avenida Ivirapema, 42-A - Jardim Ranieri
(3 pontos após o Terminal Jd. Ângela - ref. Padaria Francesinha)
telefone: 5831 5954

quinta-feira, junho 01, 2006

LANÇAMENTO DO LIVRO DA DINHA - NÃO PERCAM !!! 06/06 NA AÇÃO EDUCATIVA E 07/06 NO SARAU DA COOPERIFA





PARA ADQUIRIR O LIVRO OU CONTATO COM A AUTORA
DINHA - (011) 9969-1010
E-MAIL: DINHAPRO@HOTMAIL.COM
VALOR DO LIVRO NO LANÇAMENTO: R$ 12,00 - VAMOS CONSUMIR O QUE PRODUZIMOS...

quarta-feira, maio 31, 2006

ENCONTRO DE LITERATURA MARGINAL - NÃO PERCAM!!!!



Mais informações: www.ferrez.blogspot.com

Texto de Ferrez em seu blog

Vorrrrrrrtei!!!
Salve.

A boca só se cala quando o tiro do fuzil disparar.
nóis voltamos, pelos louco, pelos parceiros, pela perifa e pela verdade consequentimente.
ai! é quente...nada mais que dar um rolê e refrescar os pensamentos, e ter a certeza de estar fazendo cada vez mais a coisa certa.
sem massagem, sem dar carrinho, mas jogando futebol de verdade.
pode acreditar, a corrente se fortificou e tantas manifestações de carinho massagearam o ego, e trouxeram mais equilibrio. valeu família, sei que vocês tão por mim, assim como cada célula do meu corpo é periferia.
que a verdade não seja uma roupa usada por canalhas.
aqui sempre protesto, correndo pelo certo, sem falha na revolução, talvez não sendo super-herói mas como diz Erton, somos Chapolin.
quem não quizer colar demorô, fica em casa vendo novela, mas os compromissos estão de pé, porque palavra de homem não faz curva. por uma vida melhor, o preço é esse mesmo.
vamos em luta, nao de luto.
Firme e forte,
Ferréz
Fonte: www.ferrez.blogspot.com

quinta-feira, maio 25, 2006

Redenção


Redenção
Composição: Edu Ribeiro

Quantos amigos meus? o meu irmão, onde está agora?
Quantos morreram, sim em busca de famas e glórias?
Tantos mais vão perder sua alma e coração
Em troca de ouro e poder satisfazer a ambição

Irmão cada gota de sangue que você deramar volta pra você
Cada dor, sofrimento que você causar volta pra você 2x

Não consigo mais ver aquela mãe que de longe chora
Por seu filho perder agora só existe na memória
Outras mães vão chegar com uma rosa em cada mão
Só pra poderem lembrar de quem não teve redenção

Irmão cada gota de sangue que você deramar volta pra você
Cada dor, sofrimento que você causar volta pra você 2x

É claro o perigo mas eu sou teu amigo
E se quiser lutar vai ( com certeza )
Ter mais gente com você pra mudar

A nossa hora chegou
Viemos só pra colher a glória
Nosso pior já passou
Estamos certos da nossa vitória

CHACINA NO CAPÃO REDONDO

Jornal Brasil de Fato

Polícia foi autora de chacina no Capão Redondo, afirmam moradores

Dafne Melo e Tatiana Merlino da Redação

Apesar do frio, Maurício Assis de Menezes veste apenas calça jeans e camisa azul. São 2 horas da madrugada de terça-feira, dia 16, no centro do Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo. Acompanhado de seis colegas, o jovem de 28 anos abre o portão do bar de sua família - onde trabalha - para desenroscar as lâmpadas que iluminam a lanchonete, também familiar, que fica bem em frente ao bar.

Maurício mal tem tempo de chegar à barraca de lanches quando ouve: "Mãos na cabeça. Polícia!" Em seguida, começam os tiros. Sem expressar reação, enfileirados e de costas, todos são metralhados por homens vestidos de roupas escuras e gorro.

Horas antes, ainda na tarde de segunda-feira, mesmo após ouvir as notícias da televisão sobre os ataques da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em toda a cidade, a família Assis de Menezes não tem medo. Mantém o seu comércio aberto. Acreditam que como o alvo da polícia são os criminosos do PCC, não terão problemas. "A gente confiava na polícia", diz o pai de Maurício, com uma foto da família nas mãos.

Por volta das 23 horas, o que chama a atenção dos donos e freqüentadores do bar é um carro Fiat Palio preto com vidros fumé, que passa levando homens com capuzes. O carro passa vagarosamente em frente ao estabelecimento, junto com três carros da Polícia Civil, dois deles da marca Blazer. Marcos*, um dos irmãos de Maurício que também trabalha no bar da família, ao ver o carro suspeito, vira-se para os colegas e brinca: "Tá vendo esse carro preto aí atrás? É só para matar".

Portas fechadas
Assustados, os irmãos resolvem fechar o bar, mas os clientes, com medo, não tem coragem de ir embora e resolvem ficar mais tempo dentro do estabelecimento, já com as portas fechadas. Cerca de três horas depois, os clientes resolvem voltar para casa, e Maurício lembra que deixou as luzes da barraca acesa. Junto com ele, está Edson, funcionário da lanchonete, que trabalha há cinco anos para a família. Antes de ser assassinado, o jovem de 22 anos coloca em cima do balcão da barraca dois sanduíches que levaria para casa.

De dentro do bar, Marcos ouve "Mãos na cabeça. Polícia!". Olha pela janela e vê quatro homens. Desce correndo para dar assistência ao irmão e explicar que “são todos trabalhadores”, mas é tarde demais. Os tiros já haviam começado. “Acho que foram mais de 30”. Imediatamente, vai novamente à janela. Os agressores não estão mais lá.

Pedidos de ajuda
“Desci para procurar meu irmão. Todos meus amigos me pedindo ajuda: 'me ajuda, tá doendo demais'. O Edson dizia: 'tá doendo demais, não me deixa morrer'. Todo mundo gemendo. O Renato tentava levantar e pedia ajuda. Meu desespero era procurar meu irmão”, conta Marcos, que encontrou Maurício já morto atrás da barraca.

Marcos conta que em menos de dois minutos, 12 viaturas do 37º Batalhão da Polícia Militar chegaram no local. “Chegaram socorrendo e começaram a recolher as cápsulas. Foi tudo muito rápido”. De acordo com a lei, quando há vítimas fatais, a polícia não pode alterar a cena do crime, mas deve aguardar a chegada da polícia científica para dar início à perícia. O procedimento, entretanto, não foi observado neste caso. De acordo com Marcos, também não foi colhido nenhum depoimento no local.

Em conversa com o irmão de Maurício, os policiais militares disseram que o ataque poderia ter sido feito por criminosos do PCC. No entanto, as testemunhas duvidam. “Se eles eram do PCC, como o Palio preto ia estar logo atrás dos carros da Polícia Civil? A não ser que eles fossem loucos”, ironiza. Ainda de acordo com testemunhas, durante a chacina, o Palio preto estava estacionado próximo ao local do crime, e os carros da Polícia Civil um pouco mais à frente, mas na mesma rua.

Na manhã seguinte, policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foram ao local do crime. Dos sete moradores que foram atacados, cinco morreram e dois sobreviveram. Questionados pela reportagem do Brasil de Fato, a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública afirmou que a chacina ocorrida no Capão Redondo não entrou para as estatísticas ligadas às ações do PCC ou da polícia. Foi considerada como um crime comum na cidade de São Paulo. A secretaria disse informou que um inquérito foi aberto no DHPP, mas que, para resguardar as investigações, não se pode informar qual o seu andamento. A Secretaria ainda afirmou que em casos como este, testemunhas devem fazer a denúncia na Ouvidoria da Polícia.

Mortes sem explicações
Reportagem da Folha de S. Paulo, do dia 21, mostrou que os casos de mortes à bala diretamente relacionados com a onda de violência desencadeada pelo PCC na semana passada em todo o Estado foi de 138 mortes.


Somando-se o número médio de mortes que a capital e Grande São Paulo apresentam em 5 dias, 65 mortes, “sobrariam” 69 mortes a serem esclarecidas pelo governo. O fato, entretanto, entra em contradição com declarações feitas pelo comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, Elizeu Eclair Teixeira de Borges.
Segundo ele, a criminalidade rotineira, sem ligação com o PCC, havia caído cerca de 50% desde que começou a onda de atentados. Borges ainda afirmou que nenhum dos mortos em confronto com a polícia desde o início dos ataques do PCC era inocente.
De acordo com familiares, amigos e testemunhas, nenhuma das vítimas da chacina do Capão Redondo tinha relações com o PCC, nem passagem pela polícia. Os familiares de Maurício e testemunhas não souberam informar o nome completo das outras vítimas fatais. Três delas foram identificadas pelo primeiro nome e apelidos e outra foi identificada apenas pelo trabalho que fazia na região.

Os mortos

Maurício Assis de Menezes, caçula de quatro irmãos, era um rapaz pacato, quieto, de poucas palavras. Trabalhava no bar da família desde os 14 anos. Saía pouco e gostava de alugar filmes para assistir em casa. A última vez que saiu para passear, foi a um churrasco na casa da mãe da namorada, no domingo, Dia das Mães. A namorada, grávida de dois meses, perdeu o bebê no dia seguinte em que Maurício foi assassinado. A morte do rapaz chocou amigos e a vizinhança, “porque ele era o cara mais tranqüilo da região”, dizem testemunhas.

Edson, conhecido pelos amigos como “Jaca”, tinha 22 anos, era casado e tinha dois filhos. Trabalhava na lanchonete da família Menezes há cinco anos. Fanático por futebol, não perdia um jogo do seu time São Paulo Futebol Clube. Brincalhão, adorava dar apelido para todo mundo que passava pela barraca de lanches.

Renato, conhecido como “Brigadeiro”, tinha cerca de 35 anos. Trabalhava com artesanato e adorava ir à praia. Todos os anos, vendia flores durante o Dia das Mães. Tinha dois filhos. Um menino de 8 e uma garota de 19. Fã de teatro, sempre levava o filho a espetáculos gratuitos no centro da cidade.

Davi era pouco conhecido das testemunhas, que apenas sabem que o rapaz trabalhava como motoboy. As testemunhas não sabem o nome da quinta vítima. De acordo com elas, era um senhor de idade avançada que trabalhava como catador de material reciclável no bairro do Capão Redondo